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Gripe suína

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Gripe Suína

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

Como o vírus é transmitido?
Quais os sintomas mais comuns?
Quando procurar um médico?
Como é feito o diagnóstico?
Como a gripe suína é tratada?
Como evitar?
Existe uma vacina contra a gripe suína?

No final de março de 2009, foi detectada no México uma epidemia causada por um subtipo do vírus influenza, o vírus da gripe. A doença causada pelo Influenza A H1N1, batizada de Gripe Suína, rapidamente se espalhou pelo resto do mundo. Em 11 de junho de 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a nova gripe uma pandemia.

O vírus Influenza A H1N1 não é novo: ele foi identificado em seres humanos pela primeira vez em 1974, e existem relatos de sua identificação em porcos ainda no começo do Século XX.

Como o vírus é transmitido?

Uma vez que o vírus influenza é eliminado pelas pessoas infectadas em suas secreções respiratórias, a transmissão pode ocorrer através de tosse, espirros e contato com superfícies contaminadas por estas secreções. A partir de análises do curso da epidemia, a OMS acredita que a transmissibilidade do vírus influenza A H1N1 é bem maior que de outros tipos de vírus da mesma família.

Por tratar-se de uma epidemia nova, faltam informações sobre alguns pontos-chave. Por exemplo: ainda não se sabe quanto tempo o vírus permanece incubado antes de manifestar-se na forma de doença. Os especialistas acreditam que este tempo possa variar de 1 a 7 dias.

Pessoas com sintomas de gripe suína podem ser capazes de transmitir a doença desde o dia anterior ao surgimento dos primeiros sintomas, mantendo este estado até o desaparecimento da febre. Contudo, novamente, por não se conhecer todos os detalhes do vírus e para diminuir o risco de contágio, recomenda-se um período de isolamento até 7 dias após o início da doença .

Quais os sintomas mais comuns?

Os sinais e sintomas da infecção pelo vírus H1N1 são similares aqueles da gripe sazonal comum, exceto pelo fato da gripe H1N1 apresentar uma incidência maior de alterações gastrintestinais, como náuseas, vômitos e diarréia.

As manifestações mais comuns incluem febre, tosse, dor na garganta, inapetência e dor de cabeça. Calafrios, dores musculares e articulares também podem ocorrer. Nos casos mais graves, podem ser observados aumento da frequência respiratória, rouxidão dos lábios e das extremidades, desidratação, confusão mental e irritabilidade extrema.

O risco de complicações potencialmente graves são maiores em crianças com menos de 5 anos de idade, gestantes e pessoas portadoras de enfisema pulmonar, asma, doenças imunossupressoras, doenças cardíacas, diabetes e obesidade.

Apesar das pessoas com mais de 60 anos serem consideradas como de maior risco para complicações da gripe H1N1, casos graves de gripe suína nesta faixa etária têm sido raros – possivelmente como resultado de uma imunidade pré-existente desenvolvida na década de 1950, durante uma epidemia de gripe causada por vírus similares ao H1N1.

Quando procurar um médico?

Mais de 90% dos casos de gripe suína podem ser tratados em casa com sintomáticos, hidratação oral e repouso. Menos de 5% dos casos terminam necessitando hospitalização, em geral em decorrência de pneumonia e desidratação. Ainda assim, é recomendável procurar avaliação médica caso você esteja apresentando qualquer dos sintomas de gripe descritos anteriormente.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico definitivo de gripe suína é feito utilizando um teste chamado PCR-transcriptase reversa em tempo real. Mas nem todas as pessoas suspeitas precisam ter o diagnóstico confirmado, especialmente se as manifestações da doença forem leves ou se o indivíduo reside em uma área com casos confirmados. A indicação para o teste dependerá da presença de fatores de risco e da gravidade das manifestações da gripe. 

Como a gripe suína é tratada?

Atualmente, todo caso de gripe deve ser considerado um caso de gripe suína até prova em contrário, e o tratamento inicial consiste em remédios sintomáticos (para aliviar a febre, o mal-estar, a tosse, a congestão nasal, etc), hidratação oral e repouso.

De acordo com a OMS, os medicamentos antivirais oseltamivir e zanamivir, em testes iniciais mostraram-se efetivos contra o vírus H1N1.

Como evitar?

Ter hábitos de higiene regulares, como lavar as mãos, é uma das formas de prevenir a transmissão da doença. Além disto, deve-se evitar o contato das mãos com olhos, nariz e boca depois de tocar em superfícies, usar lenços descartáveis ao tossir ou espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados e ter hábitos saudáveis como hidratação corporal, alimentação equilibrada e atividade física. Caso ocorra a contaminação, o paciente deve evitar sair de casa até cinco dias após o início dos sintomas, pois este é o período de transmissão da gripe A.

Algumas organizações religiosas também orientaram aos fiéis evitar abraços, apertos de mãos ou qualquer outro tipo de contato físico para impedir a dispersão do vírus durante os cultos religiosos.

Pessoas que estiverem viajando para áreas afetadas devem ter o cuidado especial de usar máscaras durante o tempo em que estiverem em locais de aglomeração. Caso adoeçam durante a viagem, ou quando chegarem ao seu local de origem, é importante que busquem assistência médica e forneçam ao especialista informações de contatos com doentes e do roteiro de sua viagem.

Existe uma vacina contra a gripe suína?

O Ministério da Saúde disponibiliza a vacina em postos de saúde para idosos, crianças entre seis meses e dois anos de idade, gestantes, indígenas e profissionais de saúde. Porém, a imunização contra a gripe suína é indicada para toda a população.

A dose trivalente aplicada também oferece proteção contra gripes sazonais, além de proteger o paciente da gripe suína.O termo ‘trivalente’ significa que a vacina é composta por três vírus que foram desativados.

Os grupos priorizados pela campanha foram definidos a partir de estudos que mostraram que essas são as populações que estão mais vulneráveis à doença, com chances maiores de desenvolverem complicações a partir da gripe chegando até mesmo ao óbito.

A validade da imunização é de um ano, portanto, é preciso estar atento às datas da vacinação. Além disso, a vacina precisar ser reforçada já que sua composição é feita de acordo com os vírus que estavam em circulação no ano anterior.

Já pessoas que sofrem de alergia a ovo devem evitá-la. A aplicação também não é indicada para pessoas que tiveram reações adversas as aplicações anteriores de um dos componentes da vacina. Para casos assim, é imprescindível que o paciente procure um médico e investigue as melhores opções. Outras pessoas que devem pedir opinião médica antes de se vacinarem são aquelas que sofrem de doenças crônicas, especialmente de condições neurológicas.

Pessoas que não estão dentro dos grupos que se qualificam para receber a vacina gratuitamente podem recorrer a laboratórios particulares, onde o preço da vacina poderá variar chegando até R$ 100,00, aproximadamente.

Fonte: Ministério da Saúde.

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.                      02 de agosto de 2012



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