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Artigos de saúde

O Sono e a Insônia nos seres humanos – o que se sabe?

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- O que ocorre quando alguém permanece muitas horas acordado?
- O que interfere com o sono?
- Como se diagnostica a insônia?
- Conclusão:

Através da análise do eletroencefalograma (EEG), podemos dividir o sono em 2 fases distintas: a fase de ondas lentas ou slow-wave sleep (SWS) e a fase rapid-eye-movement (REM). A fase SWS pode ainda ser subdividida em Fases 1, 2, 3 e 4. É nesta fase que ocorre a maioria dos sonhos. Em cada noite de sono, há uma alternância (em média) cada 90 minutos entre as fases SWS e REM, mas na segunda parte da noite predomina a fase REM.

Estudos de supressão do sono no homem diferem de estudos realizados em animais, já que no homem estes estudos são de curta duração. Em segundo lugar existem falhas nestes estudos, já que o homem "sabe" que está sendo mantido acordado e o nível de resposta a este tipo de stress é diferente do modelo animal. A supressão do sono irá ter diferentes níveis de resposta no ser humano, segundo fatores endógenos (como a idade e a insônia crônica) ou exógenos (como a reação de um individuo que quer permanecer acordado pela própria vontade).

O que ocorre quando alguém permanece muitas horas acordado?

A Supressão total do sono estimula o eixo hipotalâmico hipofisário (HPA) e suprime o hormônio do crescimento.

Após um período de quase quatro dias acordado (90 horas), os reflexos do ser humano diminuem, de modo equivalente ao que acontece com os animais quando estão febris e ambos perdem em sensório, acuidade, reflexos motor e memória recente. Alucinações visuais e comportamento psicótico podem ocorrer. Contrario ao que acontece com ratos, o homem, após deprivação de sono, desenvolve um quadro clinico de pre diabetes. O período maior de avaliação de deprivação de sono, em voluntários, foi de 264 horas, que se associaram a: irritabilidade, incoordenação, fala desconexa, visão borrada, miragens, lapsos de atenção e distúrbios da memória imediata. Embora o estado de vigília pareça não ter nenhum efeito deletério tardio, fotografias tomadas durante este episódio mostrou um individuo com aspecto selvagem e desinteressado.

O que interfere com o sono?

Uma insônia relativa ocorre também em decorrência da idade, como uma conseqüência natural. Após a quarta década de vida, tanto a SWS, quanto o hormônio do crescimento, diminuem em torno de 75%. A deficiência de hormônio do crescimento, no idoso está associada ao ganho de peso, perda de massa muscular e redução da capacidade de exercitar-se.

O "Pegar no sono" relaciona se diretamente ao hormônio do crescimento, ou seja, quanto mais hormônio, mais rápido é o pegar no sono. Lá pelos sessenta anos, a duração do sono reduz 27 minutos por cada década, afetando nocivamente e de forma dramática o sono REM.

A perda do sono REM está aparentemente associada com o aumento do nível de cortisol vespertino. O cortisol normalmente faz o procedimento inverso, aumenta pela manhã e vai progressivamente declinando durante o dia, dando ao corpo tempo de responder. Pessoas com dificuldade de entrar em sono REM não são aptas a realizar este mecanismo. Essa ausência de um período de declínio hormonal é a responsável pela ausência de um mecanismo de resposta ao stress e se relaciona com maior déficit de memória e maior resistência da insulina, um fator de risco para o diabetes. A persistência de níveis elevados de cortisol também é um fator adicional da perda de sono.

Embora pessoas mais idosas não venham a falecer por este motivo, suplementos que prometem reverter a queda de sono, que ocorre a cada década, têm prometido ser também substancias rejuvenescedoras.

Como se diagnostica a insônia?

Vários estudos têm sido realizados para efetuar um diagnóstico efetivo dessa patologia. Um exemplo disto é o caso clinico de uma enfermeira de 70 anos, aposentada, que revelou que nunca havia dormido bem desde criança. Após um período de teste de 5 dias, em um Laboratório de sono, constatou-se que ela, nestes 5 dias, só havia dormido 67 minutos. Aproximadamente 5% da população sofre de insônia, especialmente mulheres mais velhas.

Conclusão:

Este problema, que atinge um percentual alto da população, tem sido relegado a um segundo plano e pesquisas recentes nessa área, ajudariam a desvendar tanto o problema, quanto a elucidar doenças que ainda permanecem com sua etiologia inexplicada.

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.                                                 10 de agosto de 2009



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