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Artigos de saúde

Distúrbios Dissociativos

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Quais são os principais sintomas?
- Qual a causa dos Distúrbios Dissociativos?
- Quando procurar auxílio médico?
- Como é feito o diagnóstico?
- Quais as complicações?
- Como é feito o tratamento?

Livros, filmes e brincadeiras são divertidos porque permitem que você escape da realidade – e de si mesmo – por um certo período de tempo. À medida que a história se desenrola, você vai fazendo um balanço das experiências vividas pelos personagens para no final ser devolvido aqui, neste mundo, ainda mantendo um certo gostinho de aventura por ter ficado "temporariamente perdido em um universo paralelo".

Pessoas que sofrem de Distúrbios Dissociativos "escapam" da realidade de modo involuntário e pouco saudável, perdendo a memória ou achando que são outra pessoa. Estes distúrbios costumam surgir como resposta a certos traumas, ansiedades ou lembranças muito dolorosas.

Acredita-se que cerca de 7% da população mundial experimentam um episódio de Distúrbio Dissociativo durante sua vida.

Quais são os principais sintomas?

Existem 4 tipos principais de Distúrbios Dissociativos:

• Amnésia Dissociativa;
• Identidade Dissociativa;
• Fuga Dissociativa;

Despersonalização.

Os sintomas comuns a todos os 4 tipos incluem:

• Perda da memória (amnésia) relacionada a certos períodos, eventos ou pessoas;.
• Distúrbios mentais, incluindo depressão e ansiedade.
• Sensação de ser "tirado de si mesmo" (despersonalização).
• Percepção de que as pessoas e coisas à sua volta estão distorcidas e pouco reais.
• Confusão quanto à própria identidade.

Pessoas que sofre de Amnésia Dissociativa apresentam uma perda de memória mais grave que o simples esquecimento. Este tipo de problema é muito comum após acidentes automobilísticos, por exemplo, onde a vítima não recorda os segundos ou minutos imediatamente anteriores ou posteriores à colisão.

A Identidade Dissociativa, antigamente conhecida como Múltiplas Personalidades, caracteriza-se pela mudança entre uma identidade e outra quando a pessoa afetada está sob estresse. Cada uma destas identidades possui seu próprio nome, características físicas, tom de voz e maneirismos. Pessoas com identidade Dissociativa também costumam sofrer de Amnésia Dissociativa.

Na Fuga Dissociativa, as pessoas colocam uma distância real entre si mesmas e sua identidade. Por exemplo: ela pode sair de repente de casa e viajar para um lugar distante, esquecendo-se de quem é e adotando uma nova personalidade no seu local de destino. A fuga pode durar poucas horas ou vários meses, e termina tão abruptamente quanto começou.

Finalmente, a Despersonalização se caracteriza pela sensação súbita de estar fora do próprio corpo, observando as próprias ações como quem assiste a um filme em câmera lenta. A crise pode ser acompanhada por uma percepção distorcida do tamanho e formato das coisas ao seu redor e de si próprio. Os sintomas costumam durar apenas alguns breves momentos, com crises repetidas ao longo dos anos.

Qual a causa dos Distúrbios Dissociativos?

Os Distúrbios Dissociativos costumam se desenvolver como uma forma de adaptação a traumas muito severos, sendo particularmente comuns em crianças sujeitas a abusos sexuais, físicos ou emocionais, ou mesmo quando o ambiente em casa é tenso ou assustador.

Os adultos raramente desenvolvem Distúrbios Dissociativos como reação a traumas.

Quando procurar auxílio médico?

Se você ou alguém que você conhece apresenta períodos inexplicáveis de perda da memória ou sofre mudanças dramáticas de comportamento quando está sob estresse, procure um medico. Os Distúrbios Dissociativos podem ser tratados – e quanto mais cedo forem diagnosticados, maiores as chances de sucesso do tratamento.

Como é feito o diagnóstico?

O médico irá diagnosticar a presença do Distúrbio Dissociativo através de perguntas-chave e da análise dos seus sintomas e antecedentes. Como parte da investigação, poderão ser solicitados alguns exames para excluir a possibilidade de certas doenças cerebrais e hormonais, privação do sono e intoxicações.

Em certos casos, alguns especialistas recomendam o emprego de medicações e hipnose como ferramentas para ajudar no diagnóstico dos Distúrbios Dissociativos.

Quais as complicações?

As pessoas afetadas pelos Distúrbios Dissociativos apresentam um risco maior para várias complicações, incluindo:

• Automutilação
• Tentativas de suicídio
• Disfunção sexual
• Alcoolismo
• Abuso de drogas
• Depressão
• Problemas no sono (incluindo pesadelos, insônia e sonambulismo)
• Ansiedade excessiva
• Problemas alimentares
• Dores de cabeça intensa

Os Distúrbios Dissociativos também podem causar dificuldades no relacionamento com outras pessoas e no trabalho. As pessoas afetadas apresentam dificuldade para lidar com o estresse emocional, e suas reações dissociativas podem prejudicar profundamente seu desempenho profissional ou conjugal.

Como é feito o tratamento?

A psicoterapia é o principal recurso. Ela consiste, basicamente, em conversar sobre o problema, procurando compreender suas causar e como contorná-lo.

A psicoterapia pode ser longa e dolorosa do ponto de vista emocional. Apesar disso, é bastante eficaz e costuma oferecer um enorme alívio para – ou mesmo curar – os Distúrbios Dissociativos.

A hipnose pode ser útil em algumas pessoas, mas deve ser aplicada por profissionais especializados. Na Hipnose, as lembranças traumáticas podem apagadas ou substituídas, ou a pessoa pode receber um reforço emocional subconsciente para vencer o trauma.

Copyright © 2009 Bibliomed, Inc.                                         03 de setembro de 2009



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