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Artigos de saúde

Anorgasmia

© Equipe Editorial Bibliomed

Alcançar o orgasmo é, sem dúvida, a fase da resposta sexual mais desejada tanto pelo homem quanto pela mulher. A excitação que não se conclui em um orgasmo, continuará sendo excitação ou será energia sexual não liberada que deverá finalizar em um orgasmo, mesmo que este seja induzido pela masturbação. Caso isto não aconteça, poderá gerar sentimentos paradoxais como ansiedade, frustração, ou negação. A indústria Hollyoodiana sabe isto e por causa disto inclui cenas sexuais na maioria de seus filmes incrementando sua carga emotiva fazendo com que um tema não tão interessante se transforme em um apaixonante.

Quando uma pessoa atinge a maturidade consegue manter uma postura e administrar melhor sua excitação, ao passo que um adolescente ou jovem, que por seus próprios níveis hormonais e por sua pouca maturidade, chega a acreditar que tudo o quê vê nos filmes acontece realmente, incluindo aqueles coitos espetaculares. O problema real está no fato de querer materializar o que viu, e acaba por descobrir que a coisa não era tão fantástica como no filme e começa então a nutrir uma pequena sensação de frustração. Se não fosse por esta energia que gera o desejo de alcançar o orgasmo, há muito tempo estas cenas já teriam desaparecido.

O orgasmo é pois o verdadeiro incentivo da sexualidade. Quaisquer etapas intermediárias seriam meros prelúdios amistosos, que não passariam de incentivos a uma relação como a que temos com o vizinho da frente. Para o homem o orgasmo é um ato tangível e real, porque se acompanha quase indefectivelmente da ejaculação, enquanto que para a mulher o orgasmo é uma experiência mística, porque constitui em sua essência um ato de fé para com seu companheiro sexual de muitos anos. O orgasmo feminino é na maioria dos casos imperceptível para o casal, a não ser pelas expressões externas.

O grande paradoxo surge aqui se considerarmos que é a busca do orgasmo, o que induz os indivíduos a mudarem suas vidas radicalmente (como o matrimônio ou a separação pela busca de outro parceiro) e não encontrá-lo. A anorgasmia masculina está englobada dentro do que é a impotência (incapacidade para lograr uma ereção ou incapacidade para alcançar a ejaculação).

A anorgasmia feminina, ao contrário, é um transtorno mais sutil, pois pode participar do coito, mas não alcançar um orgasmo, fazendo que sua experiência não seja completamente gratificante. A Dra. Helen Kaplan estabeleceu 10 graduações da estimulação necessária para que uma mulher alcance um orgasmo. Em seu grau mais baixo está aquela mulher que somente com a estimulação psíquica (fantasias eróticas) e sem nenhuma estimulação física pode alcançar o orgasmo. O grau mais alto se dá naquelas mulheres que requerem mais de 2 horas ininterruptas de estimulação física para conseguí-lo.

Segundo, a Dra. Kaplan todas podem conseguí-lo e fisiologicamente o orgasmo sempre é o mesmo, independentemente do grau de estimulação. Devemos por último recordar que o orgasmo pode ser estimulado de maneira direta através do clitóris e da vagina, esta última pela estimulação do ponto G que se encontra justamente atrás da união do colo da bexiga com a uretra na face vaginal, a uns 4 ou 5 centímetros da entrada da vagina em sua parede anterior. A predileção de uma mulher por alcançar o orgasmo por uma só região (clitoriana ou vaginal) estimulada não a torna anormal. É mais comum o orgasmo clitoriano que o vaginal.

A anorgasmia feminina é uma inibição recorrente ou persistente do orgasmo, manifestada por sua ausência mesmo que tenha uma fase de excitação normal, a partir de uma estimulação que poderia ser considerada adequada em intensidade, duração e tipo. As causas podem ser físicas ou orgânicas, psíquicas ou uma combinação de ambas. Diz-se que é anorgasmia primária, quando nunca se teve um orgasmo (1 de cada 10 mulheres) e secundária, quando este já foi obtido anteriormente.

Existe também um tipo especial, conhecida como anorgasmia situacional ou seletiva, e é a que pode apresentar-se quando existem circunstâncias externas que bloqueiam o desenvolvimento normal da mulher (por exemplo: orgasmos somente com estimulação manual ou oral do clitóris, mas não durante o coito, ou orgasmo só com um parceiro, mas não com outro, etc.)

Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.                                        12 de fevereiro de 2008



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