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Artigos de saúde

Diabetes Cresce no Mundo

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- O Que É
- Fatores de Risco
- Diagnóstico
- Tratamento
- Remédios e Insulina
- Prevenção
- Alimentação

"O problema pode ser silencioso ou vir acompanhado de sintomas como a sede intensa, grande quantidade de urina em cada micção, sobretudo as que acontecem durante a noite, aumento do apetite, perda de peso, fraqueza e desânimo: trata-se do diabetes. A doença é um problema de saúde crônico, que não tem cura, e exige controle pelo resto da vida. Estimativas apontam que 8% da população acima de 30 anos é diabética. O maior problema é que metade dos portadores da doença ignoram seu diagnóstico, o que pode trazer graves conseqüências. Como o diabetes nem sempre tem sintomas, há diagnósticos que são feitos apenas depois que já existem complicações".

O Que é?

O diabetes caracteriza-se por uma alteração no funcionamento do organismo, o que provoca altas concentrações de açúcar no sangue. O problema pode ter causas variadas e é resultante da incapacidade do corpo de produzir a insulina ou de utilizá-la corretamente. A insulina é uma substância produzida pelo pâncreas exatamente para controlar os níveis de açúcar no sangue. O diabetes é considerado um problema metabólico grave, que, sem controle adequado, pode trazer danos, a longo prazo, para diversos órgãos. A doença não alarma apenas os países em desenvolvimento, mas também os países desenvolvidos.

A doença tem dois tipos. O diabetes tipo 1, também conhecido como diabetes insulino-dependente, é normalmente diagnosticado em crianças ou pacientes jovens, cujo pâncreas produz pouca ou nenhuma quantidade de insulina. No diabetes tipo 1 existe a dependência absoluta de insulina para o controle da glicose, pois existe uma destruição das células do pâncreas.

O diabetes do tipo 2, responde por 90% dos casos da doença e acomete os pacientes adultos. No diabetes tipo 2, a deficiência de insulina é apenas relativa. O paciente produz a substância de forma insuficiente ou a produz normalmente, mas o organismo tem dificuldades para responder a ela. Essa condição é conhecida como resistência à insulina, e costuma estar associada à obesidade. Como o organismo diabético tem dificuldades em responder à insulina, o aproveitamento dos nutrientes sólidos obtidos dos alimentos fica prejudicado.

Fatores de Risco

Há diversos fatores que possibilitam o aparecimento do diabetes do tipo 2. Pessoas com mais de 45 anos, com história de diabetes na família, com excesso de peso, estilo de vida sedentário, baixo HDL (ou colesterol "bom"), altas concentrações de triglicérides no sangue, hipertensão arterial, gestantes que desenvolveram o diabetes gestacional, que têm histórico de abortos repetidos ou que deram à luz crianças com mais de quatro quilos, teriam uma tendência a apresentar a doença. O uso de alguns medicamentos, como a cortisona, também pode favorecer ao aparecimento do diabetes.

Para compreender os efeitos da doença no corpo é preciso entender o papel da insulina. Esta substância ajuda o organismo a usar a glicose para a produção de energia. O paciente diabético perde essa capacidade de transportar a glicose para as células, aumentando os índices do açúcar no sangue, o que é chamado de hiperglicemia.

Diagnóstico

A doença é identificada quando um exame de sangue revela que os níveis de glicemia estão alterados. Os índices são medidos em dois dias diferentes, após um jejum de no mínimo oito horas. Se a glicemia está acima de 126 miligramas/decilitro, o diagnóstico é confirmado. Não há grandes novidades no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento do diabetes. No entanto, qualquer alteração nos níveis de glicemia, ou seja, da glicose no sangue, não pode ser menosprezada.
É preciso ter atenção no que diz respeito às variações nos níveis de glicose, já que é possível, que um paciente diabético, apresente dosagem de glicemia normal quando está em jejum.

Tratamento

O tratamento e o acompanhamento médico são fundamentais. A concentração de açúcar no sangue pode provocar sérios problemas como insuficiência renal, cegueira, lesões no sistema nervoso, doenças vasculares graves, doenças cardíacas e até derrame. Qualquer médico pode fazer o diagnóstico e acompanhar o tratamento da doença. No entanto, o endocrinologista costuma ter mais experiência no controle do diabetes, que está mais ligado à essa especialidade.

Apesar das possibilidades de complicação, o diabetes pode ser controlado. O primeiro passo é a orientação do paciente, que precisa ser informado sobre a doença. O médico também avalia o estilo de vida, recomendando que o tabagismo seja abandonado. Normalmente, o paciente receberá a indicação para a prática de exercícios físicos e para uma dieta alimentar compatível com sua idade, sexo, atividade profissional e preferências. A dieta vai permitir que o peso corporal seja mantido dentro do ideal. Muitas vezes, apenas o "combate" à obesidade já se mostra suficiente para controlar a glicose. Todas as recomendações médicas servem para manter os níveis de açúcar, em circulação no sangue, dentro de uma faixa considerada normal, impedindo as complicações.

Remédios e Insulina

Se com todas as medidas, não ocorre a normalização da glicose, os medicamentos são o passo seguinte. Atualmente, dispomos dos hipoglicemiantes orais, da insulina e suas bombas de aplicação e, mais recentemente, de uma classe de medicamentos para uso oral que atua na resistência à insulina. O tratamento é definido levando-se em consideração se existe ou não a produção de insulina pelo diabético, a existência de doenças associadas ou de fatores que estejam provocando a elevação da glicose. Para os próximos anos, os médicos aguardam a entrada no mercado das insulinas inaláveis, que já estão sendo testadas.
Para os pacientes com diabetes tipo 1, o uso de insulina pelo resto da vida é obrigatório. Os diabéticos do tipo 2, que produzem insulina insuficiente, costumam receber medicamentos que estimulam o pâncreas a aumentar sua produção, ou remédios que reduzem a resistência à ação da insulina presente no organismo. A aplicação de insulina, no diabetes tipo 2, é restrita a situações especiais. Muitas vezes, a qualidade de vida de um diabético é superior à de uma pessoa que não tem a doença. "A única coisa realmente proibida para um diabético é não se tratar".

Prevenção

O diabetes é uma doença possível de ser prevenida. É importante que as pessoas evitem a obesidade, que provoca a resistência à insulina e obriga o pâncreas a trabalhar mais que o necessário, e que mantenham um estilo de vida ativo. O uso dos corticóides também deve ser evitado. Como a doença pode ser assintomática, a vigilância deve ser especial em pessoas que fazem parte dos grupos considerados de risco. Os exames são recomendados para pessoas que têm mais de 40 anos, têm hipertensão arterial, são obesas ou têm colesterol alto.

Alimentação

De uma forma geral, o diabético controlado pode fazer uso de quase todos os alimentos usuais, desde que eles estejam em um programa dietético. Os portadores da doença precisam aprender a ler os rótulos dos alimentos, analisá-los e discutir com o médico a composição e a recomendação de consumo. Os adoçantes são produtos confiáveis. Já os "diets", com restrição de açúcar, trazem mais liberdade para o diabético, mas podem ter valores calóricos altos. Com isso, não são liberados, mas podem ser incluídos na dieta. Os produtos "lights" têm compromisso apenas com a redução de calorias e podem apresentar quantidades significativas de açúcar, o que os pode tornar inviáveis, em relação às demais opções.

Existe um esforço dos governos em atender à população no que diz respeito à educação, assistência e ao fornecimento de medicamentos. No entanto, estamos aquém do ideal. O diabetes tem sido sub-diagnosticado, o que justifica a elaboração de campanhas para identificar seu portadores e cada vez mais investir em sua prevenção.

Copyright © 2012 Bibliomed, Inc.    Publicado em 27 de Junho de 2011   Revisado em 14 de junho de 2012



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