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Artigos de saúde

Vitiligo – o que fazer?

Neste artigo

- Introdução
- Sinais e sintomas
- Diagnóstico
- Tratamento

"O vitiligo é uma doença de causa desconhecida, que afeta de 1% a 2% da população geral, sendo que em 30% dos casos encontramos outras pessoas acometidas na família. Caracteriza-se pelo surgimento de lesões brancas, bem delimitadas, decorrentes da destruição dos melanócitos (células que produzem a coloração da pele)."

Introdução

Algumas teorias foram levantadas para tentar explicar a destruição dessas células, como:

• Teoria Citotóxica: seria provocado por substâncias tóxicas às células;

• Teoria Neural: algum mediador do sistema nervoso causaria a destruição dos melanócitos ou impediria que eles produzissem a melanina (pigmento);

• Teoria Imunológica: o vitiligo seria causado pelo desencadeamento de uma resposta imunológica contra o próprio organismo do indivíduo. Poderia explicar os casos de vitiligo associados a outras doenças auto-imunes, como diabetes mellitus tipo 1, lúpus, anemia perniciosa, tireoidite de Hashimoto (hipotireoidismo).

Porém, a principal informação ainda não é conhecida, fazendo com que o quebra-cabeça do desenvolvimento da doença ainda não possa ser completamente montado. Outro fato interessante é que o vitiligo pode estar associado a alterações ou traumas emocionais, os quais poderiam ser os desencadeadores da doença. Eventualmente, o vitiligo pode ocorrer após traumas ou queimaduras solares, na pele.

Sinais e sintomas

Na verdade não existem sintomas descritos. O que ocorre é o surgimento de lesões brancas na pele, bem delimitadas, às vezes com uma região avermelhada ao redor. Podem ser isoladas ou espalharem-se por todo o corpo, acometendo principalmente as regiões genitais, os cotovelos, joelhos, face e os membros. Geralmente, um lado do corpo é acometido de maneira semelhante ao outro lado. Raramente aparecem lesões nas palmas das mãos e plantas dos pés, mas pode acometer os cabelos e as mucosas, como a da boca. Um dado importante é que a superfície da pele não apresenta nenhuma outra alteração além da falta de cor.

O vitiligo é uma doença crônica, com tendência ao aumento progressivo das lesões, com o passar do tempo. Não existem maneiras de prever o aparecimento e a progressão da doença, e ela pode permanecer estável por alguns anos pare depois voltar a progredir ou regredir espontaneamente.

Existem dois tipos da doença:

• Vitiligo Segmentar: é a forma mais simples, e se caracteriza pelo aparecimento súbito de uma mancha de pele que cresce em um período de tempo e depois pára. Costuma aparecer apenas de um lado do corpo e pode acompanhar o trajeto de um nervo.

• Vitiligo Vulgar: sua principal característica é que ele aprece em surtos. Surgem algumas manchas, depois o processo pára. Depois de um tempo, surge de novo, aumentando cada vez mais. Esse tipo tem grande tendência a acometer igualmente os dois lados do corpo. Além disso, está relacionado a doenças auto-imunes (ex. lúpus).

Embora a doença não cause nenhum prejuízo à saúde física, já que não acomete os órgãos internos, as alterações estéticas muitas vezes causam danos psicológicos que precisam de tratamento. Isso é importante para evitar que ocorra prejuízo do convívio social.

Diagnóstico

O diagnóstico do vitiligo é feito clinicamente, pela observação das lesões e pela história do paciente. Alguns exames de laboratório podem ser solicitados para detectar possíveis doenças associadas, como dito anteriormente. Pode ser necessário diferencias as lesões de vitiligo daquelas causadas por micoses e queimaduras solares.

Tratamento

Em primeiro lugar, devemos ressaltar que o vitiligo não é uma doença incurável. Com o tratamento, pode-se melhorar o paciente, controlá-lo e, às vezes, até curá-lo, com o desaparecimento completo das lesões. A grande dificuldade, porém, é que, mesmo com o controle da situação, existe a possibilidade de que a doença volte, uma vez que já existe predisposição.

A pessoa que apresentar esse tipo de alteração de pele tem que procurar ajuda médica logo no início, para começar o tratamento o quanto antes, evitando que as manchas fiquem resistentes. A dificuldade é proporcional ao tempo, ou seja, quanto mais tempo o paciente demorar para procurar ajuda médica, mais tempo o problema vai persistir. As crianças, em geral, costumam apresentar boa resposta ao tratamento.

O tratamento é individualizado e deve ser definido pelo dermatologista. Os métodos convencionais são demorados e envolvem o uso de pomadas, loções e aplicação de fototerapia, recomendado principalmente nos casos de lesões pequenas e com doença na fase inicial. A fototerapia consiste na exposição da lesão ao sol após o uso de substâncias que aumentam a sensibilidade da pelo ao sol.

Quando as lesões acometem mais da metade da superfície corporal, pode ser recomendada a despigmentação das áreas restantes de pele normal. Assim, o paciente fica com toda a pele do corpo da mesma cor que a acometida pelo vitiligo. No caso do vitiligo segmentar, o tratamento mais eficaz parece ser o cirúrgico, que consiste em trazer uma célula "pigmentadora" normal para a área acometida pela doença.

Para todos os pacientes, é indicado o uso de vitaminas, como a vitamina C, o ácido fólico e a vitamina B12. Elas podem ajudar na produção do pigmento da pele. Paralelamente ao tratamento específico, podem ser utilizados produtos cosméticos que disfarçam as lesões.

Há algum tempo, foi bastante divulgado um tratamento desenvolvido em Cuba, com uma substância chamada melagenina. Porém, deve ser ressaltado que não existe confirmação de sua eficácia.

É importante destacar que, em todos os casos, deve haver um bom entendimento entre médico e paciente sendo o aspecto psicológico de suma importância. Aliás, se o doente puder fazer um acompanhamento psicológico, isso irá ajudar muito para o bom resultado do tratamento.

Copyright © 2005 Bibliomed, Inc                 15 de Dezembro de 2005



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