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Artigos de saúde

Câncer de Pele é o de Maior Incidência no País

Neste Artigo:

- Introdução
- Tipos de Câncer de Pele
- O Perigo da Radiação
- Grupos de Risco e Formas de Prevenir a Doença

Nos últimos anos, os casos de câncer de pele têm crescido no Brasil, sem escolher sexo ou idade. Sua incidência é mais alta que a do câncer de mama e de próstata. No ano passado, 55 mil brasileiros foram acometidos pela doença.

Introdução

O verão está a todo vapor e quem vai aproveitar a temporada para pegar aquele bronze pode estar comprando um passaporte para problemas de pele no futuro. Segundo estatísticas do Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil e está diretamente relacionado à exposição ao sol.

Além do fato de que o brasileiro não foi educado para se proteger da luz solar, existe o agravante de que os raios solares estão sendo emitidos cada vez com mais intensidade, devido à destruição da camada de ozônio. Na Austrália, por exemplo, o câncer de pele é o tumor que mais mata e já se transformou num caso de calamidade pública. As pessoas de pele clara não aguentam o sol tropical e estão se rendendo à doença.

Outro dado importante quando o assunto é câncer de pele é que não são apenas os idosos suas vítimas - ao contrário do que muita gente pensa, já que o efeito do excesso de exposição à radiação é cumulativo. Cada vez mais, jovens de ambos os sexos estão sendo acometidos pela doença, devido ao excesso de exposição ao sol e a hábitos que não incluem a proteção.

Embora as chances de cura do câncer de pele sejam altas, existe um tipo que causa preocupação entre os médicos. O melanoma, tipo mais raro, não tem cura se não for descoberto precocemente. Segundo André Murad, coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, a radiação interfere no DNA das células, provocando uma multiplicação desordenada das mesmas. O efeito da radiação é extremamente nocivo e, por isso, a proteção deve ser feita durante toda a vida, desde a infância. "Quantidade de sol, tempo e horário de exposição vão influenciar diretamente no desenvolvimento da doença", explica.

Tipos de Câncer de Pele

Existem três tipos de câncer de pele. O carcinoma basocelular é um dos tipos menos graves e também o mais frequente, representando 70% dos casos. Ele é mais comum em pessoas de pele clara com idade acima dos 40 anos. Murad explica que o seu surgimento está relacionando com a exposição solar cumulativa durante a vida. Apesar de não causar metástase, pode destruir os tecidos à sua volta, atingindo cartilagens e ossos. Normalmente, aparece em forma de mancha.

Já o carcinoma espinocelular, segundo tipo mais comum do câncer de pele, pode se disseminar por meio dos gânglios, provocando metástase. Ele adquire a forma de um nódulo e é provocado pela exposição sem proteção adequada, tabagismo, exposição a substâncias químicas como arsênio e alcatrão e baixa de imunidade.

O tipo mais perigoso é o melanoma. Ele aparece como uma pinta escura que vai se deformando e tem alto potencial de metástase. Por isso, o diagnóstico precoce é tão importante. Murad explica que uma vez iniciada a metástase, não há mais chance de cura.

Os três tipos costumam surgir nas áreas mais expostas ao sol, mas podem se manifestar em outras áreas do corpo como planta do pé, região genital ou sob a unha.
No caso do tipo melanoma, não há relação entre o local de exposição e o local de aparecimento do tumor. Embora nos dois primeiros tipos o índice de mortalidade seja muito baixo, as estatísticas de óbito quanto o assunto é o câncer tipo melanoma assustam. Ele mata quase 100% das pessoas que não o descobrem precocemente.

O Perigo da Radiação

Cada um dos tipos de radiação solar tem sua especificidade. Os raios UVA, por exemplo, incidem uniformemente durante todo o dia e têm grande capacidade de penetração em camadas mais profundas da pele. Sua absorção, a médio e longo prazos, é responsável por efeitos destrutivos na pele, como envelhecimento, perda de elasticidade, manchas e até o surgimento do câncer.

Os raios UVB, por sua vez, incidem principalmente entre as 10h e às 16h e provocam a vermelhidão na pele, também chamada de eritema solar. Depois de exposições prolongadas, ocasionam queimaduras graves seguidas de formação de bolhas, descamação e lesões precursoras de câncer.

Durante muito tempo se pensou que os raios UVB eram os mais perigosos. No entanto, estudos recentes vêm demonstrando que os raios UVA podem ser ainda mais nocivos devido à sua capacidade de agressão.

O câncer de pele se manifesta de diferentes maneiras. Os sinais mais comuns são o surgimento de feridas que não cicatrizam, pequenas lesões endurecidas, brilhantes ou avermelhadas. Nos homens, ele aparece mais no tronco, na cabeça ou no pescoço, enquanto que, em mulheres, se manifesta mais frequentemente nas pernas e braços.

Grupos de Risco e Formas de Prevenir a Doença

Pessoas de pele e olhos claros estão mais sujeitas a desenvolver o câncer de pele, assim como quem possui muitas pintas e sardas. Outro fator de risco é o fato de ter tido alguém na família com a doença. Quanto maior for o grau de parentesco, maiores as chances de contrair o câncer. Quem desafia o sol e se expõe sem proteção também tem grandes chances de desenvolver o mal.

Para fugir da doença é necessário tomar muito cuidado, como orienta Murad. A primeira forma de proteção é evitar o sol. E não adianta achar que o protetor solar resolve. O médico explica que o uso do produto pode estar apenas mascarando o problema. Nos países nórdicos, especialmente na Suécia, as autoridades estão preocupadas com o uso do protetor e chegaram a proibir os que têm fator de proteção solar maior que 15. Isso porque a pessoa passa o produto uma vez e julga estar protegida o dia inteiro. Como os produtos são muito fortes, a pessoa não fica vermelha ou sente o corpo arder, mas está absorvendo toda a radiação.

Segundo Murad, realmente é preciso ter cuidado com o uso do protetor, que de aliado pode passar a inimigo. "Ninguém ainda provou que o protetor solar previne o melanoma. Só está constatado que previne o carcinoma", defende.

Todas as pessoas que trabalham expostas ao sol devem estar muito bem protegidas por roupas (de preferência escuras) e por chapéu. Na praia, os cuidados devem ser redobrados por causa das superfícies refletoras.

Se a pessoa não se protegeu e tomou sol em excesso durante a vida, o jeito ficar de olho na pele. O diagnóstico precoce é muito importante. Assim como para prevenir o câncer de mama, ao auto-exame também é fundamental para diagnosticar precocemente o câncer de pele. Todas as partes do corpo devem ser examinadas diante do espelho pelo menos a cada três meses. Peça a outra pessoa para ajudar no auto-exame. Murad recomenda que, a qualquer sinal de alteração na pele, a pessoa procure o médico.

Copyright © Bibliomed, Inc.      Publicado em 1 de fevereiro de 2002, revisado em 26 de novembro de 2013.



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