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Artigos de saúde

Bronzeamento Artificial - Uma Cor Perigosa

Neste Artigo:

- Introdução
- Raio Ultravioleta
- Sinais
- Legislação
- Parecer da Sociedade Brasileira de Dermatologia
- Dicas
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"Nesses dias frios de inverno, em que o sol brilha forte mas a brisa gela o corpo, muitas mulheres preferem recorrer às câmaras de bronzeamento artificial e arriscar a própria pele em nome da vaidade. Os dermatologistas alertam, entretanto, que o bronze pode custar caro não só ao bolso, mas à saúde".

Introdução

O bronzeamento é uma reação de defesa do organismo contra a agressão provocada pela radiação. Nada há de saudável nisso. A grande maioria dos dermatologistas, que sempre recomendou cautela durante a exposição aos raios solares, mostra-se preocupada também com as ações nocivas dos raios ultravioleta A emitidos em grande concentração durante o bronzeamento artificial.

Raio Ultravioleta

Por muito tempo, os raios ultravioleta B foram o vilão solitário dos banhos de sol. Responsável por queimaduras, cor vermelho-pimentão e sensação de ardência na pele no dia seguinte, a radiação UVB é também cancerígena. Essa constatação impulsionou e serviu de argumento para os empresários do bronzeamento artificial. A maioria das máquinas prometia segurança aos clientes, por oferecer um banho intenso de radiação ultravioleta A. Pesquisas científicas identificaram que também os raios UVA, em altas doses, podem desencadear tumores, além de acelerar o envelhecimento da pele. Nas camas de bronzeamento, a concentração dos raios ultravioleta A, que têm maior poder de penetração na pele, é duas a três vezes maior que a luz solar.

Sinais

A Sociedade Brasileira de Dermatologia está iniciando uma parceria com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) com o intuito de melhor estudar os carcinomas da pele em nosso país, avisa a primeira secretária da SBD, a dermatologista Maria Ester Massara Café. Os dados da última campanha do "Câncer da Pele", realizada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em 2000, mostrou uma porcentagem de 7,7% de tumores encontrados em 24.436 pessoas examinadas. "Os números não têm valor estatístico, pois são resultados de campanha realizada com fim específico e amostra viciada", explica a segunda secretária da SBD, a médica
Andréa Machado Ramos.

Estima-se que mais de 40 mil casos novos da doença apareçam anualmente no País. O câncer de pele é o tipo de tumor mais freqüente na população. O problema é que a doença se alimenta de dois hábitos do brasileiro: abusar do sol e associar o "bronzeado perfeito" a valores como beleza e sensualidade.

Os sinais na pele começam geralmente pelo aparecimento de manchas castanhas, sobretudo em áreas mais expostas, como rosto e braços, que se tornam ásperas e sensíveis. Aos poucos, aparecem outras, brancas. Os passos seguintes são rugas, verrugas que sangram, alterações em pintas, pequenas feridas que nunca cicatrizam e manchas pretas geralmente na planta dos pés.

Quase sempre, os cânceres surgem a partir da meia idade, mas foram desencadeados pelos abusos do sol até os 20 anos. Pessoas de pele clara e que nunca adquirem bronzeado são as mais vulneráveis.

O diagnóstico precoce é a chave para se evitarem as complicações do câncer de pele, como deformidades e até a morte. Quase 90% dos casos são tumores localizados e curáveis.

Legislação

A não ser a cidade de São Paulo, que se baseia na Portaria CVS12, de 18 de janeiro de 2000, não há regulamentação para o uso de câmaras de bronzeamento. Na capital paulista, há oito meses, o cliente é obrigado a assinar termo de consentimento para se submeter ao bronzeamento artificial. Mesmo assim, passa antes por uma avaliação médica. Pessoas com antecedentes familiares ou pessoais de câncer de pele; história de queimadura solar e/ou éfelides (sardas) em face e ombros; pintas melanocíticas múltiplas; pele clara com incapacidade de bronzear; doenças auto-imunes; gravidez ou que usam medicamentos fotossensibilizantes são orientadas a não utilizar o método.

Parecer da Sociedade Brasileira de Dermatologia

O bronzeamento artificial atua como "exposição solar concentrada", constitui enorme agressão cutânea e não deve, de modo algum, ser recomendado com finalidade estética ou preventiva de queimaduras antes da exposição solar.

Evidências clínicas, epidemiológicas e estudos experimentais, apontam o Departamento de Oncologia Cutânea da Sociedade Brasileira de Dermatologia, têm demonstrado a participação das radiações ultravioleta A e B no desencadeamento de reações inflamatórias imediatas (eritema, xerose e prurido) e crônico-degenerativas tardias na pele. Esses efeitos a longo prazo estão principalmente relacionados aos processos de envelhecimento cutâneo (elastose solar, rugas e espessamento da pele), às doenças desencadeadas ou agravadas pelo sol (melanoses e queratoses solares, fotossensibilidade, lupus, entre outras) e aos cânceres da pele (principalmente os carcinomas denominados basocelular e espinocelular e os melanomas).

É incontestável que a luz solar é imprescindível para a vida. É germicida e participa da síntese de vitamina D. Entretanto, vem tornando consenso que o bronzeamento não é saudável, seja ele adquirido na praia, no campo ou nas câmaras de bronzeamento.

Dicas

Várias medicações tópicas, perfumes, frutas e vegetais são fotossensibilizantes (ativados com a luz do sol) e se utilizadas, inadvertidamente, pelos usuários das cabines de bronzeamento, podem levar a conseqüências desastrosas como queimaduras e marcas eternas.

Evite tomar sol das 10h às 15h, mesmo fazendo uso de filtros solares. Nesse horário, procure locais com sombra e use, sempre que possível, óculos, chapéus e camisetas de manga. É bom lembrar que as roupas claras quando molhadas perdem a capacidade de proteção contra o sol.

Usar o filtro solar na pele de forma uniforme e abundante antes de expor-se ao sol, repetindo a aplicação a cada duas horas. É aconselhável um filtro com pelo menos "fator de proteção solar" número 15. Em peles claras, esse fator deve ser maior.

O risco de se ter um câncer de pele na vida adulta pode ser reduzido em cerca de 85%, quando os cuidados de proteção solar são devidamente seguidos na infância e na adolescência.

Copyright © 2001 Bibliomed, Inc.                 16 de Agosto de 2001



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