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Artigos de saúde

Endometriose

Dra. Inés de la Parra
Serviço Ginecologia do Hospital Italiano de Buenos Aires

Neste Artigo:

- Quando se Pode Suspeitar a Existência da Endometriose?
- Como é Feito o Diagnóstico?
- Qual o Local Mais Freqüente de Ocorrência?
- Tratamento
- Tratamento Cirúrgico

A endometriose pode ser definida como a presença de tecido endometrial fora da cavidade uterina (endométrio: mucosa existente no interior do útero). Esta propriedade do endométrio fora de lugar é responsável pelas manifestações da doença.

A endometriose é uma doença que apresenta sua maior incidência na raça branca, sobretudo em mulheres com baixa taxa de fertilidade.

A prevalência da endometriose em mulheres entre 15-45 anos varia entre 1 e 7%. Contudo, nas mulheres que apresentam dor abdominal crônica e que se submeteram a uma laparoscopia, a incidência aumenta em cerca de 30%. A idade mais freqüente é entre 25 e 29 anos. O aparecimento em idade pré-púbere e pós-menopausa é exceção. O risco desta doença também aumenta quando se apresentar associada com anomalias uterinas, pacientes com ciclos curtos, menstruação abundante e prolongada que dure mais de 8 dias.

Fala-se também de uma maior incidência da doença em mulheres com antecedentes familiares de endometriose.

Quando se Pode Suspeitar a Existência da Endometriose?

. Dor Pélvica crônica, surda e contínua.
. Persistência do aumento de dor menstrual que não melhora com medicação convencional.
. Esterilidade
. Dor durante a relação sexual.
. Tensão pré-menstrual.
. Dor ao urinar ou sangue na urina.

Deve-se levar em conta também que em muitas ocasiões estas pacientes podem não apresentar estes sintomas.

Como é Feito o Diagnóstico?

Não há sinal patognomônico do transtorno, mas pode haver:

a. Suspeita de antecedentes
b. Exame ginecológico:
- Dor à apalpação ou movimentação do colo uterino.
- Útero fixo e dolorido.
- Aumento de tamanho dos ovários.
c. Ecografia pélvica: cistos ovarianos.
d. Laparoscopia pélvica: confirma-se o diagnóstico com estudo histiopatológico das imagens suspeitas.

A endometriose apresenta-se como nódulos difusos ou isolados de tamanho variado (geralmente não mais que alguns milímetros de diâmetro) e com aparência vermelha ou azulada de acordo com a fase do ciclo menstrual.

Qual o Local Mais Freqüente de Ocorrência?

O local mais freqüente é o ovário. Em 50% dos casos ambos estão comprometidos. Apresenta-se na forma de cistos múltiplos que, quando puncionados, eliminam um líquido de aspecto achocolatado como conseqüência do sangramento superficial. A superfície da região próxima (cólon-sigmóide-íleo ou peritônio pélvico) torna-se muito aderente.

O peritônio pélvico, com menor freqüência, também pode estar afetado assim como os ligamentos sacro-uterinos, as trompas de Falópio, o septo reto-vaginal e o cólon sigmóide. A transformação maligna é extremamente rara.

Tratamento

Deve ser sempre conservador.

. Alívio da dor
. Correção das alterações do ciclo
. Conservação da saúde reprodutiva

O tratamento quase sempre é individualizado, levando-se em conta uma série de aspectos que incluem: a idade da paciente, os desejos de fertilidade futura, a extensão da lesão e a gravidade dos sintomas.

Tratamento Médico: é indicado, muitas vezes, com a finalidade de melhorar os sintomas e está associado com a melhora subjetiva e objetiva da endometriose em até 60% das pacientes. A dor pélvica associada com a endometriose pode responder ao tratamento com drogas antiinflamatórias não-esteróides. O tratamento médico específico da doença é do tipo hormonal. Seu fundamento é a inibição dos implantes endometriais.

Podem ser eles:

a. Progestágenos associados a baixas doses de estrógenos.
b. Progestágenos de forma contínua (6 meses).
c. Drogas que inibem a ovulação (via oral ou injetável) para a suspensão da menstruação por um período de 6 a 8 meses. Evitando-se assim, sintomas da pré-menopausa associados ao tipo de sofrimento.

Tratamento Cirúrgico

Tanto pode ser a Laparoscopia quanto a laparotomia sendo que, atualmente, o primeiro método é o mais utilizado.
Seu fundamento é restabelecer a anatomia pélvica normal com a preservação da maior quantidade possível de tecido ovariano e a eliminação de toda a doença ativa.

A recidiva da endometriose ocorre em 50% dos casos. A combinação do tratamento médico e cirúrgico tem as vantagens potenciais de cada modalidade em si, sendo mais eficiente na doença avançada e extensa.

O uso pós-operatório de hormônios em mulheres é controverso, mesmo que possam ser administrados de forma segura quando a maioria dos focos de endometriose for eliminada. Lamentavelmente não existe um tratamento cirúrgico que seja completamente eficaz nos diferentes estágios da endometriose.

Copyright CELSAM (Centro Latinoamericano Salud y Mujer)



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