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Aumenta o Consumo de Anticoncepcionais no Brasil

Neste Artigo:

- Mercado
- Benefícios
- Contra-indicações
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Desempenho deve melhorar nos próximos anos, pois apenas 15,7% das brasileiras em idade fértil optam pelo produto, segundo dados da Celsam. O País ocupa o terceiro lugar no consumo de pílulas na América Latina, atrás somente de Uruguai (21,8%) e Chile (19%). As razões para esse quadro são: (23%) das latino-americanas utilizam a esterilização como controle de natalidade e 48% não usam nenhum método contraconceptivo. Apesar de oferecer vários benefícios, a pílula deve ser consumida conforme orientação e acompanhamento médico

Mercado

O crescimento no poder aquisitivo, a elevação da participação da mulher no mercado de trabalho e o controle da fertilidade para o desenvolvimento profissional feminino são as razões apontadas para a elevação na demanda do País por anticoncepcionais. O mercado nacional teve um aumento de 8% nos últimos cinco anos. Os primeiros resultados de 2000 registram um crescimento ainda maior: 5,5%, comparando-se com o mesmo período de 1999.

O gerente de segmento da Schering do Brasil, Marcelo Portela, acredita que a migração para centros urbanos e a possibilidade de gravidez em uma idade mais avançada são fatores que também contribuem para o consumo de pílulas, como são conhecidos vulgarmente os anticoncepcionais hormonais. O produto ganhou esse nome em razão de combinar um estrógeno com uma progesterona sintética. Dois tipos de estrógenos são utilizados: etinilestradinol e mestranol. Já a progesterona conta com maior número de variações: noretindrona, norgestrel, levonorgestrel, entre outros.

O anticoncepcional pode agir em quatro frentes. Na primeira, ele bloqueia o eixo hipotálamo-hipófise-ovário. Em outras palavras, a ovulação é reprimida entre 95% e 98%. As doses de estrogênios também são suficientes para impedir a implantação (fixação do óvulo). Ocorre ainda atrofia das glândulas endometriais, o que colabora para o mesmo objetivo. A pílula também acarreta um efeito sobre a condução do óvulo nas tubas. Isso faz com que aumente a incidência de gravidez ectópica (fora do lugar normal). Além disso, o muco cervical torna-se espesso, aumentando as dificuldades de progressão dos espermatozóides.

Hoje o mercado brasileiro é explorado por 15 empresas e possui vários tipos de produtos: oral, injetável, vaginal, via uterina e implante subcutâneo. Desses, o oral conta com a maior venda e variação, como monofásica, combinada, minipílulas, bifásica, trifásicas, mensal, pós-coito e antiandrogênica. A quantidade de mulheres que consome o produto no Brasil ainda é desconhecida, mas a estimativa feita nos Estados Unidos afirma que existem 78,5 milhões de consumidoras no mundo.

De acordo com a Celsam (Comitê Científico do Centro Latinoamericano Salud y Mujer) os países que mais consomem pílulas na América Latina são Uruguai, Brasil e Chile. A região conta com cerca de 116 milhões de mulheres e apenas 10% utilizam o anticoncepcional para o controle de natalidade, cerca de 12 milhões de usuárias. A maior parte das usuárias mora na zona urbana e pertence às classes média e alta. O estudo revela dois dados alarmantes: 48% das mulheres latino-americanas não empregam nenhum método contraconceptivo e 23% recorrem à esterilização. Segundo dados da Schering do Brasil, as classes c e d são as principais consumidoras dos produtos da empresa no Brasil. O aumento registrado nos últimos anos se deve em parte pelo aumento na demanda das classes a e b.

Benefícios

A maioria das pessoas conhece a principal vantagem do anticoncepcional, o controle de natalidade. Entretanto, esse produto pode auxiliar em outros problemas. O efeito antiandrogênico, por exemplo, ajuda a combater certas manifestações – acne e oleosidade do cabelo e pele. Além disso, diminui os sangramentos da mulher e de riscos de anemia, regulariza o ciclo, estabiliza o crescimento de miomas e alivia as cólicas e as tensões pré-menstruais. Outros benefícios são a redução no risco de câncer endometrial e ovariano, na ocorrência de doenças benignas de mama e de cistos ovarianos. Diminui ainda crises de artrite reumatóide e é indicado em hiperandrogenismo ovariano.

Contra-indicações

A lista de benefícios é grande, mas a de contra-indicações também: doenças arteriais, doença tromboembólica, acidente vascular cerebral, tumor de fígado, função hepática comprometida, lúpus eritematoso sistêmico, carcinoma de mama (tumor), entre outros. Por essa razão, a melhor opção é pedir o aconselhamento de um médico.

Boa parte dos efeitos colaterais ainda não foi comprovada cientificamente, mas já foi verificada a ocorrência de náuseas, aumento de peso e dores de cabeça. Alguns estudos apontam outros problemas com o uso do produto: depressão, mastalgia (dor nos seios) e hipertensão. Pode ocorrer ainda agravamento de doenças preexistentes – enfarte, derrame e crescimento de tumor não diagnosticado. Recente estudo da Universidade da Califórnia verificou que o risco de derrame é pequeno. O aumento da possibilidade ocorre nas consumidoras com mais de 35 anos e depende de vários fatores como estilo de vida, hereditariedade, baixos padrões de vida, doenças do coração e diabetes.

Diante desse quadro, o parecer de uma ginecologista é fundamental. Somente essa profissional terá condições de orientar e escolher corretamente o produto a ser consumido. Consultas e exames periódicos para acompanhar a reação do organismo da paciente ao medicamento poderão evitar problemas. O aumento na pressão arterial pelo uso de pílulas é o melhor exemplo nesse sentido. Os hormônios utilizados possuem capacidade para tanto e o poder de coagulação do estrógeno aumenta a possibilidade de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, conforme declaração do chefe de obstetrícia da Maternidade da Encruzilhada ao Jornal do Comércio, Recife (PE).

Uma unanimidade na classe médica: cigarro não combina com anticoncepcional. E essa tendência é piorar com o aumento da idade da mulher. Isso porque aumenta o risco de problemas vasculares e, conseqüentemente, derrame. Assim, até os 35 anos de idade a restrição para o consumo de anticoncepcionais e fumo é pequena. Após essa idade é aconselhável parar de fumar ou a mudança no tipo de controle de natalidade.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, principalmente os homens, a pílula não tem eficácia de 100%, mas chega bem perto: 98%. Outro mito criado na área que não tem fundamento é a pausa na utilização de anticoncepcionais. Até hoje não ficou comprovado nenhum benefício para o organismo da mulher.

Copyright 2000 eHealth Latin America             20 de Setembro de 2000


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