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Artigos de saúde

Vacinação

Neste Artigo:

- Tabela de vacinação da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde)
- Vacina BCG
- Vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DPT)
- Vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR)
- Vacina contra Hemófilos influenza (Hib)
- Vacina contra a hepatite B (Hep B)
- Vacina contra a pólio
- Motivos para não Vacinar
- Razões não comprovadas para não Vacinar
-
Vacinas contra meningite por meningococo
- Vacina tetravalente
- Vacina contra HPV

"A vacinação infantil é extremamente importante para evitar as doenças comuns da infância e diminuir a taxa de mortalidade infantil. Várias doenças evitáveis deixam seqüelas por toda a vida. O Programa Nacional de Imunizações vem progressivamente sendo ampliando, tornando novas vacinas disponíveis. Se a vacinação de seu filho não estiver em dia, leve-o até um posto de saúde, a prevenção é a melhor arma contra as doenças".

Tabela de vacinação da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde)

Funasa - calendário básico de vacinação

Idade
Vacinas
Doses
Doenças evitadas

Ao nascer
BCG
Dose única
Tuberculose

Vacina p/ Hepatite B
1ª dose
Hepatite B

1 mês
Vacina p/ Hepatite B
2ª dose
Hepatite B

2 meses
anti-polio oral (Sabin)
1ª dose
poliomielite

DPT (tríplice bacteriana)
1ª dose
Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophyllus influenza tipo B)
1ª dose
Meningite e outras infecções causadas por Haemophyllus influenza tipo B

4 meses
anti-polio oral (Sabin)
2ª dose
Poliomielite

DPT (tríplice bacteriana)
2ª dose
Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophyllus influenza tipo B)
2ª dose
Meningite e outras infecções causadas por Haemophyllus influenza tipo B

6 meses
anti-polio oral (Sabin)
3ª dose
poliomielite

DPT (tríplice bacteriana)
3ª dose
Difteria, tétano e coqueluche

Hib (contra Haemophyllus influenza tipo B)
3ª dose
Meningite e outras infecções causadas por Haemophyllus influenza tipo B

Vacina p/ Hepatite B
3ª dose
Hepatite B

9 meses
Vacina contra sarampo
dose única
Sarampo

Vacina contra febre amarela
dose única
Febre amarela
15 meses
anti-polio oral (Sabin)
reforço
Poliomielite

DPT
reforço
Difteria, tétano e coqueluche

MMR (tríplice viral)
dose única (reforço contra sarampo)
Sarampo, rubéola e caxumba

6 a 10 anos
BCG
reforço
Tuberculose

10 a 11 anos
dT (dupla adulto)
reforço
Difteria e Tétano

Vacina contra febre amarela
reforço
Febre amarela

12 a 49 anos - mulher em idade fértil
dT (dupla adulto)
reforço
Difteria e Tétano

MMR
dose única
Sarampo, Rubéola, síndr. rubéola congênita e caxumba

60 anos e mais
Vacina contra influenza
dose única
Influenza (gripe)

60 anos e mais (nos hospitais, asilos e casas geriátricas) e também imunodeprimidos e pacientes com Síndrome de Down
Vacina contra pneumococos (antipneumocócica)
dose única
Infecções respiratórias (pneumonias)

BCG

Protege contra Tuberculose e suas formas graves. A criança deve ser vacinada o mais precoce possível (ao nascer), principalmente se HIV positivo assintomático ou filho de mãe HIV positiva. A reação vacinal é concluída em 6 meses. Após este prazo, considera-se que houve pega vacinal, quando a cicatriz tem entre 3 e 9 mm e deve-se revacinar quando ela estiver ausente. O reforço não é necessário se a primeira dose foi após os 5 anos. Há formação de uma feridinha no braço direito (onde é aplicada), que forma uma coleção de pus pequena. Coça um pouco, mas não se deve passar nada no local. O médico deverá ser consultado, se houver um inchaço muito grande ou vermelhidão muito intensa no local.

Vacina contra difteria, tétano e coqueluche (DPT)

O medo da vacina de coqueluche faz alguns pais resistirem em dar a vacina DTP para seus filhos. Alguns pais ficam preocupados se esta vacina pode causar algum dano no cérebro, como epilepsia ou outro distúrbio neurológico. Tenha em mente que a coqueluche é uma doença muito perigosa, especialmente para as crianças. O risco de seqüelas ou morte causada pela coqueluche é muito maior do que os possíveis efeitos colaterais da vacina. Uma criança que não foi imunizada contra a coqueluche tem uma chance de 1 em 3.000 de adquirir a doença. Por outro lado, uma criança que tomou a vacina tem uma chance de 1 em 2 milhões de ter algum dano neurológico com a vacina. A vacina só dá uma real proteção após a terceira dose. Mesmo após 2 doses o bebê pode apresentar a Coqueluche. O risco das crianças adquirirem coqueluche aumenta quanto menos forem vacinadas.

A difteria, devido a repetidas campanhas de imunização, vem tendo uma redução muito importante e quase não são diagnosticados casos hoje em dia.

A vacina contra tétano é importante e não se deve esquecer de realizar a completa imunização.

Vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR)

Recentes surtos de sarampo em escolas secundárias e faculdades mostrou ser necessário duas doses de MMR na infância. As crianças devem receber a primeira dose quando tiverem de 12 a 15 meses de idade e a segunda de 4 a 6 anos. Caxumba é incluída na vacina porque os casos de caxumba têm aumentado atualmente. Epidemias dessas doenças são ocasionais, mas surtos podem ocorrer.

Vacina contra Hemófilos influenza (Hib)

O Haemophilus Influenzae é um tipo de bactéria que causa várias doenças, que ameaçam a vida de crianças jovens (como meningite, epiglotite e pneumonia). Antes da vacina estar disponível, mais de 10.000 crianças desenvolviam meningite por haemophilus nos EUA a cada ano. Aproximadamente 500 deles morriam e 3.800 ficavam mentalmente retardados, cegos ou surdos ou adquiriam paralisia cerebral, como resultado da doença. Se sua criança tem mais de 15 meses de idade, a vacina pode ainda ser útil se for administrada antes dos 6 anos de idade.

Vacina contra a hepatite B (Hep B)

Sua criança precisa de três doses de vacina contra a hepatite B, que previne este tipo de hepatite e a lesão hepática grave, que pode acontecer 20 a 30 anos após a primeira infecção. Mais de 5.000 adultos morrem a cada ano nos Estados Unidos de hepatite, câncer no fígado ou cirrose. Quanto mais jovem ocorrer a infecção, maior o risco de problemas sérios.

Pré-escolares e adolescentes, não vacinados quando bebês, devem ser vacinados, o mesmo acontecendo com profissionais de saúde. Outra vacina disponível, mas que não faz parte do calendário oficial é a vacina contra Hepatite A. Sua indicação mais importante é para os pré-escolares e escolares, para evitar o absenteísmo escolar.

Vacina contra a pólio

Vacina oral, contra poliomielite, com vírus atenuados. Além das indicações do calendário, o MS orienta que todas as crianças de zero a quatro anos, independentemente da situação vacinal, sejam vacinadas durante as campanhas nacionais. A dose deve ser repetida em caso de vômito na primeira hora ou diarréia nas 24 horas seguintes à vacinação. A Poliomielite é uma doença praticamente extinta, mas a Organização Mundial de Saúde ainda recomenda que ocorram campanhas em determinadas regiões.

Motivos para não Vacinar

Se quaisquer das condições seguintes se aplicar a sua criança, converse com o médico antes de vaciná-la.

1. A criança tem ataques epiléticos ou problemas neurológicos sérios.

A vacina contra a coqueluche (DTP) não deve ser dada. Você ainda pode dar para criança as vacinas contra o tétano e a difteria (DT) sem a vacina contra a coqueluche.

2. A criança é imunocomprometida.

A vacina oral contra a pólio com o vírus vivo (OPV) leva a um pequeno risco àquelas crianças que têm imunodeficiência, ou que estão vivendo com adultos que a têm (por exemplo, as pessoas que têm AIDS), pois podem adquirir pólio da vacina. Estas crianças deveriam ser vacinadas com a vacina de pólio de vírus inativo (IPV) em todas as quatro doses. Crianças com sistema imune comprometido também não devem adquirir outras vacinas de vírus vivo (por exemplo, catapora ou SRC).

3. Criança com alergia ao ovo.

Crianças que são alérgicas ao ovo podem receber todas as vacinas rotineiras, com exceção do sarampo e da caxumba. As vacinas contra o sarampo e a caxumba são feitas em cultura de célula de pintinho. Algumas crianças que são alérgicas ao ovo têm reações alérgicas contra estas vacinas.

Se a reação de sua criança para ovos é moderada, as vacinas, ainda podem ser dadas. Se a criança reagir ao ovo dentro de 2 horas ou tiver uma reação grave (tal como, dificuldade de respirar ou de engolir), então um alergista deverá fazer um teste de reação alérgica para ver se a vacinação contra o sarampo será segura.

Razões não comprovadas para não Vacinar

Uma criança, ainda pode ser vacinada, até mesmo se uma ou mais das seguintes condições forem confirmadas:

- A criança teve dor, vermelhidão, ou inchaço no local da injeção depois de uma dose de DTP prévio.
- A criança teve uma febre de menos que 40.5°C, depois de uma dose de DTP prévio.
- A criança tem uma enfermidade moderada como um resfriado, tosse, ou diarréia sem febre.
- A criança está se recuperando de uma enfermidade moderada como gripe, tosse, ou diarréia.
- A criança foi exposta recentemente a uma doença infecciosa.
- A criança está tomando antibióticos.
- A criança era prematura.
- A mãe da criança está grávida.
- A criança está sendo amamentada ao peito.
- A criança tem alergias (a menos que seja uma alergia ao ovo).
- A família da criança tem uma histórico de convulsões.

Vacinas contra meningite por meningococo

Existem dois tipos de vacina que são liberados para uso, que são a vacina tetravalente e a vacina conjugada.

Vacina tetravalente

Eficaz contra os meningococos tipo A,C, Y e W-135, não é efetiva em crianças com menos de 2 anos, porém tem 85% de efetividade em escolares e adultos. A vacina não confere proteção contra a meningococo tipo B, responsável. É a recomendada para crianças de alto risco (crianças que retiraram o baço ou com deficiências imunológicas graves), com mais de 2 anos. A vacina, de dose única, é aplicada intramuscular.

Dor, calor e vermelhidão são os efeitos locais mais comuns que a vacina pode produzir. Febre, mal estar e dor de cabeça podem ocorrer em uma pequena porcentagem dos pacientes. Reações alérgicas graves são raras.

A Vacina conta meningite por meningococo

Existem dois tipos da vacina conjugada. A primeira protege contra o meningococo tipo A e a segunda contra o tipo A e o tipo C. São seguras e estimulam a memória imunológica.

A vacina contra o meningococo tipo C também levou a uma redução dessa patologia mesmo nos pacientes que não foram vacinados, porque ao se vacinar uma parte da população houve um decréscimo da transmissão.

Enquanto são aguardados novos estudos sobre as vacinas antimeningocócicas devemos considerar o perfil epidemiológico da região.

Em Minas Gerais, por exemplo, se observa um predomínio do isolamento do meningococo tipo B, sendo que o subtipo C é responsável por um grande número de casos e vem em segundo lugar como agente causal isolado nessa região.

Em outros estados, como São Paulo ocorre distribuição semelhante dos casos atribuídos aos meningococos tipos B e C, sendo que este último subtipo tem uma freqüência maior, o que favorece a uma maior indicação da vacina Conjugada AC, de rotina.

Deve-se aplicar esta vacina somente por via intramuscular.

Vacina contra catapora:

Vacina composta de vírus vivos, indicada para imunização de crianças à partir de 12 meses e que não sofreram a doença. A dose é única para crianças pequenas e recomenda-se 2 doses para crianças maiores de 12 anos. A dose deve ser aplicada no subcutâneo. A proteção das crianças pequenas, com uma dose, e dos maiores de 12 anos, com 2 doses é maior que 90%. Se ocorrer a doença, mesmo em crianças vacinadas ela é muito mais branda. Podem ocorrer sinais locais, como vermelhidão e dor. Febre, erupção leve ou erupção tipo catapora, mas com apenas umas 5 lesões aproximadamente, por todo o corpo, também podem ocorrer.

Vacina contra HPV

Exclusiva para meninas entre nove e 11 anos de idade podem se vacinar gratuitamente contra o HPV nas Unidades de Saúde do SUS ou das Escolas. O HPV (papilomavírus humano) é um vírus que infecta a pele e mucosas e pode causar câncer do colo de útero e verrugas genitais. A vacinação é uma forma segura de prevenção ao câncer do colo do útero, que mata quase 300 mil mulheres por ano.

A vacina é divida em três doses, sendo a segunda dose deve ser tomada seis meses após a primeira, e a terceira 60 meses (cinco anos) após a segunda. Destaca-se que é necessário completar o ciclo vacinal, pois apenas com a segunda dose a adolescente estará protegida.

Copyright © 2015 Bibliomed, Inc.               Revisado 26 de Agosto de 2015



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