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Artigos de saúde

Divórcio: Impacto nas Crianças

Ajudando seus filhos a lidar com o divórcio.

Mais de um milhão de crianças são afetadas pelo divórcio a cada ano. O nosso objetivo deve ser minimizar o dano emocional a essas crianças. A principal maneira para que isso seja alcançado é a manutenção de uma relação segura e próxima ao pai e à mãe.

Avise a seus filhos sobre a separação ou o divórcio antes da partida efetiva de um dos pais. De preferência o pai, a mãe e todas as crianças devem estar presentes.

As seguintes recomendações podem ser úteis para auxiliar seus filhos a aceitarem o divórcio.

1.Afirme aos filhos que ambos os pais os amam.

Deixem bem claro que, embora vocês estejam descontentes um com o outro e discordem em muitos aspectos, o único tópico em que vocês concordam completamente é no amor que sentem pelos filhos. Demonstre esse amor por meio do tempo que vocês passam com seus filhos. Crianças que ainda não estejam em idade escolar necessitam de bastante afeto dos seus pais, mas não inicie maus hábitos, como permitir que durmam com você.

2.Tente fazer o mínimo de mudanças na vida das crianças.

Quanto menos mudanças, melhor será a adaptação da criança à crise do divórcio. Tente mantê-la na mesma casa ou no mesmo bairro. Se isto for impossível, tente mantê-la na mesma escola, com os mesmos professores, amigos e times. Tranqüilize seu filho de que, embora vocês tenham uma diminuição do padrão de vida, as necessidades básicas continuarão a ser supridas (isto é, casa, comida e roupas).

3.Tranqüilize seu filho de que o pai que perder a guarda dos filhos poderá visitá-lo regularmente.


Seu filho necessita dos dois pais. Crianças jovens ficam confusas com o divórcio e temem que um dos pais os abandone por isso precisam saber que terão contato constante com o pai e a mãe. Marque a hora para visitar seus filhos. O pai que mantém a custódia deve dar apoio total ao sistema de visitas. Um dia inteiro a cada uma ou duas semanas é melhor que as visitas mais freqüentes e mais curtas e gaste a mesma quantidade de tempo com o pai que não tem a custódia para evitar o sentimento de favoritismo. Tente não fazer atividades demais no dia da visita que aguardará ansiosamente este dia, logo as promessas realizadas devem ser cumpridas, a chegada deve ser pontual, e datas especiais não devem ser esquecidas. Ambos os pais devem fazer o possível para que essas visitas sejam agradáveis. Permita que seu filho diga a você que teve um dia agradável com seu ex-cônjuge.

Forneça a seus filhos o número do telefone do pai que não possui a custódia, e encoraje-o a ligar para ele em intervalos regulares. Caso o pai que não vive com a criança tenha se mudado para uma cidade distante, telefonemas e cartas são essenciais para a manutenção do relacionamento.

4.Caso o pai que não possui a custódia se afaste, arranje substitutos.


Peça a parentes, ou voluntários para passar mais tempo com seu filho. Explique a ele que neste momento não poderá passar muito tempo com o pai (ou mãe). Converse com seu filho sobre desapontamento e sensação de perda. Se o seu filho for um adolescente, um telefonema pode fazer com que o pai ausente volte a se encontrar com o filho.

5.Ajude seu filho a falar sobre sentimentos dolorosos.


Na época da separação e do divórcio muitas crianças ficam ansiosas, deprimidas e com raiva, freqüentemente ficam chorosas, dormem mal, tem problemas intestinais, ou pioram o desempenho escolar. Para ajudá-lo a superar esta fase, encoraje-o a falar sobre seus sentimentos e responda com compreensão e apoio. Um grupo escolar de discussão sobre divórcio pode ajudar e fazer com que as crianças se sintam menos isoladas ou envergonhadas.

Seu filho necessita de bastante tempo para superar a perda da união dos pais. Permita que os sentimentos sejam expressos de uma maneira aberta, e responda as perguntas de seu filho de maneira honesta. Quando a raiva se transforma em respostas destruidoras, limites devem ser estabelecidos enquanto você ajuda seu filho a expressar a raiva.

6.Certifique-se de deixar bem claro que seus filhos não são os culpados pelo divórcio.


As crianças geralmente sentem-se culpadas, acreditando que elas de alguma maneira causaram o divórcio e precisam ser tranqüilizadas quanto ao fato de que não foram elas que provocaram o divórcio.

7.Explique que o divórcio não tem volta.


Algumas crianças se agarram na esperança de que de alguma forma elas poderão reatar a relação dos pais, e portanto fingem que a separação é temporária. Tornar claro para a criança que o divórcio não tem volta, pois isto facilita que encarem o sofrimento e a perda e avanem para um ajuste mais realista em relação ao divórcio.

8.Tente proteger os sentimentos positivos de seu filho em relação a ambos os pais.


Tente mencionar os pontos positivos do outro pai. Não seja honesto(a) demais sobre os sentimentos negativos que tem em relação ao seu ex-cônjuge. (Você previsa descarregar estes sentimentos com outro adulto, não seus filhos). Retirar o valor ou o crédito do outro pai na presença dos seus filhos pode reduzir a auto-estima deles e criar bastante estresse.

Não peça que escolha entre os dois pais. Uma criança não precisa ser leal a só um dos pais, sendo capaz de amar a ambos os pais, embora eles não se amem mais.

9.Mantenha a disciplina normal nas duas casas.


As crianças precisam de manutenção de regras constantes e consistentes. Se um dos pais perdoa demais ou é muito permissivo o outro pode ter dificuldades para fazer com que seu filho se comporte bem. A competição constante pelo amor através de privilégios ou presentes em grande quantidade torna-o mimado. As regras relacionadas à disciplina devem ser estabelecidas pelo pai que possui a custódia.

10.Não discuta com seu ex-cônjuge sobre as crianças na presença delas.


As crianças ficam muito chateadas ao ver seus pais brigarem, principalmente qualquer discussão relacionada às visitas, custódia ou apoio à elas.

11.Tente evitar disputas de custódia.


Seu filho precisa muito de estabilidade. Desafie a custódia somente se o pai que a possui estiver causando danos constantes ou problemas repetidos a seu filho. Acusações falsas de abuso físico ou sexual causam grande angústia na criança. Se possível, não separe seus filhos, a não ser que eles sejam adolescentes e expressem uma vontade clara de morarem separados.

12.Livros podem tranqüilizar e dar suporte às crianças.


Seu filho pode ler a respeito da tristeza e medo de outras crianças cujos pais se divorciaram e assim ficar mais forte. (Ver a lista de "Leituras Recomendadas" abaixo).

Procure ajuda médica se:

- Seu filho apresentar sintomas que interferem no rendimento escolar, na alimentação ou no sono por mais de duas semanas.
- Perceber que seu filho está deprimido.
- Seu filho apresentar qualquer sintoma físico relacionado ao divórcio que dure mais de seis meses.
- Seu filho ainda acreditar que seus pais irão se reconciliar, embora já tenha passado mais de um ano desde o divórcio.
- Achar que o outro pai está sendo prejudicial a seu filho.
- Seu filho rejeitar as visitas do pai que não possui a custódia.

Leituras Recomendadas


- CHILDREN OF DIVORCE; by Mitchell A. Baris and Carla B. Garrity; Psytec, Inc., 1988
- GROWING UP DIVORCED; by Linda B. Francke; Fawcett Crest, 1983
- THE BOYS AND GIRLS BOOK ABOUT DIVORCE; by Richard A. Gardner; Bantam Books, 1970
- THE PARENTS BOOK ABOUT DIVORCE; by Richard A. Gardner; Bantam Books, 1976

Escrito por B.D. Schmitt, M.D., autor de "A Saúde de seu Filho," Bantam Books.



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