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Artigos de saúde

Meu filho não tem apetite!

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste artigo:

- Introdução
-
O momento dos hábitos alimentares
- A criança sabe que se não comer, obterá o que quer
- Alimentos e afetos

Introdução

Às vezes, bebês e crianças comem pouco, o que pode causar grande preocupação nos pais, que insistem que seu filho coma, mesmo que não tenha fome. É uma das queixas mais comuns da consulta pediátrica. Geralmente os pais falam: "meu filho não tem apetite".

O que acontece é que o apetite de um bebê se relaciona com suas necessidades energéticas. Quando fazem muita atividade, as crianças comem mais. Se, ao contrário, gastam menos energia, não sentem fome.

Os especialistas afirmam que as variações de apetite são normais, sempre que a criança se mantenha ativa e cresça normalmente. Além disso, se a criança comer alguma coisa fora de hora, como um biscoito ou um chocolate, é provável que na hora de almoçar não tenha apetite.

O ser humano, em função do seu crescimento, cumpre determinadas etapas. Nos primeiros seis meses de vida, o bebê tem uma incorporação de tecido gorduroso muito grande e um crescimento acelerado, tendo uma demanda de alimento muito importante. Esta demanda começa a diminuir à partir dos seis meses.

Dos 15 meses aos três anos, eles atravessam uma etapa de inapetência fisiológica, que é funcional, e de alguma forma deve ser respeitada.

O momento dos hábitos alimentares

Na etapa de inapetência fisiológica se consolidam os hábitos alimentares. Porém, é neste momento que os pais fazem o maior número de consultas porque seus filhos "não comem". O que acontece é que eles estão habituados a verem seus filhos comerem toda a quantidade que lhes era oferecida, então acreditam que a falta repentina de apetite está relacionada a alguma doença.

A partir de um ano e meio, começa um período de socialização, de incorporação de hábitos alimentares, mas também de seleção. Pode acontecer de uma criança gostar muito de um alimento e logo o abandonar. A criança torna-se mais seletiva, rejeitando alguns alimentos e dando preferência a outros.

A partir dos cinco ou seis anos, o a criança começa a formar uma maior quantidade de tecido gorduroso e a ter um crescimento mais acelerado. Como consequência, a demanda de energia é maior, e ele tende a comer mais.

É importante, nessa época, consolidar hábitos alimentares corretos. Oferecer guloseimas, doces, salgadinhos e biscoitos não é aconselhável, devendo-se sempre optar por alimentos saudáveis e naturais.

A criança sabe que se não comer, obterá o que quer

Às vezes, o não comer está relacionado com um desejo por um determinado alimento. Assim, a criança se recusa a almoçar para poder comer biscoitos ou doces, e os pais, preocupados que os filhos passem fome e fiquem doentes, permitem que eles comam o que querem. Tal prática não é aconselhável, uma vez que uma alimentação saudável e balanceada é fundamental na fase de crescimento.

Alimentos e afetos

A relação da família com a criança, através da comida, tem uma grande importância, mas deve-se tentar que esta não se torne super dimensionada, para que a necessidade de agradar ao filho e de cuidá-lo não se estabeleça somente através da comida.

Quando a inapetência se estabelece, deve-se verificar o aumento de peso e a estatura da criança. Os médicos dispõem de tabelas de referência de acordo com o sexo. Com estas informações, vão avaliando o paciente. Se a criança está fora da curva de crescimento adequada, sem uma causa aparente, os especialistas avaliarão se a inapetência é relevante em relação a uma doença ou patologia.

O importante é ver em que contexto está inserida a inapetência, porque as vezes está relacionada com a história familiar. Não se pode analisar somente o componente orgânico, do ponto de vista dos nutrientes que são incorporados, mas também investigar o lado familiar, recomenda a especialista. Há crianças que por falta de afeto, não se alimentam.

Podem também haver outros motivos, como por exemplo, a competição com os irmãos. A inapetência surge sempre dentro de um contexto: com quem a criança se alimenta, se quando chega da escola encontra uma comida rápida preparada, ou se porventura é uma criança que nunca realiza as refeições com os pais e com seus irmãos. Todos estes são fatores que devem ser considerados, quando se está frente a uma criança inapetente.

Copyright © 2016 Bibliomed, Inc.              06 de julho de 2016



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