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Artigos de saúde

Osteoporose

A osteoporose é o processo de enfraquecimento dos ossos que se inicia por volta dos 40 anos de idade e que se acentua na terceira idade.

O enfraquecimento do osso é devido à diminuição da sua massa, tornando-o mais susceptível a fraturas. A causa básica é a diminuição na sua formação, fato que surge na meia idade.

Este processo ocorre em todas as pessoas, mas em algumas de maneira mais acentuada e faz parte do processo de envelhecimento. É mais freqüente entre as mulheres, ocorrendo em uma de cada quatro mulheres com mais de 65 anos.

Como fator agravante ocorre também uma diminuição na absorção do cálcio pelo organismo com a idade. Na mulher a diminuição do estrogênio a partir da menopausa, caracteriza também um fator que contribui para a osteoporose pois este hormônio ajuda a fixar o cálcio nos ossos.

É o distúrbio ósseo mais comum acima dos 50 anos de idade e envolve vários aspectos da medicina como a reumatologia, a ortopedia, a geriatria e a ginecologia. Deve ser diferenciada de moléstias que levam a diminuição da massa óssea como ocorre em várias doenças endocrinológicas.

É uma doença que pode ser prevenida e tratada, mas infelizmente muitas pessoas apresentam osteoporose.

Em geral a osteoporose não dá sintomas, desenvolvendo-se silenciosamente, mas às vezes pode ocorrer dores ósseas, principalmente na coluna.

O seu principal sintoma é a própria fratura. As fraturas mais freqüentes são de corpo vertebral da coluna espinhal, do punho e da bacia e podem ocorrer devido a traumatismo mínimo.

Além da menopausa, a vida sedentária, a pouca ingestão de cálcio, o hipertireoidismo, o uso continuado de remédios a base de cortisona e de drogas anticonvulsivantes são fatores que facilitam o aparecimento da osteoporose.

O alcoolismo e o tabagismo também são fatores que devem ser destacados. É uma situação que ocorre mais entre as mulheres de raça branca, principalmente as baixas, magras e que não tiveram filhos. Existe importante componente hereditário sendo uma doença que pode ser considerada como genética.

Dois exames podem diagnosticar precocemente a osteoporose: a densitometria de absorção dupla e a tomografia computadorizada quantitativa. O Rx comum mostra a doença já em franca atividade. Atualmente aconselha-se a realização de densitometria óssea em toda mulher que está no período da menopausa.

O tratamento da osteoporose apresenta resultados pouco satisfatórios, sendo que os melhores resultados são conseguidos com medidas preventivas. O objetivo do tratamento é diminuir a velocidade de perda da massa óssea.

O sucesso do tratamento preventivo está na precocidade de seu início o que quer dizer que todas as pessoas devem desde cedo estarem conscientes dos cuidados a serem tomados. Os cuidados devem ser redobrados naquelas pessoas com maior propensão à osteoporose: história familiar, doenças que impedem atividade física, uso de medicamento à base de cortisona, etc

A vitamina D e o cálcio são básicos na redução do risco de fraturas.

A suplementação alimentar com cálcio e vitamina D é recomendada a partir do período de menopausa na mulher. A calcitonina é uma substância que provoca o aumento na absorção do cálcio e também pode ser utilizada. O fluoreto de sódio estimula a formação de osso e pode ajudar a diminuir a possibilidade de fraturas, tendo como inconveniente produzir gastrite.

Medicamentos na base de bisfosfonato promovem o aumento da densidade óssea com conseqüente diminuição na incidência de fraturas. Existem diversos medicamentos no comércio com vários resultados.

O uso do hormônio feminino estrógeno e a luz solar contribuem para a preservação da massa óssea pois são fundamentais no metabolismo do cálcio. Por outro lado a atividade física regular sem dúvida é básica na prevenção da doença, sendo observado que o exercício regular produz aumento da massa óssea.

O uso de hormônio estrogênio como tratamento preventivo deve ser feito com muito critério pois esta substância pode provocar efeitos colaterais, como hemorragia genital, câncer de mama e de útero, cefaléia e doenças vasculares.

A utilização do cálcio, da vitamina D e da calcitonina também não é inócuo pois facilita a formação de calculose renal.

No homem não ocorre deficiências hormonais e por isso não há necessidade de se utilizar tratamento na base de hormônios.

O mais importante é a profilaxia baseada na atividade física feita com regularidade, alimentação rica em cálcio e sol.

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