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Artigos de saúde

O Comportamento Humano e o Psiquismo na Terceira Idade

O estudo do comportamento humano remonta aos pensadores e filósofos da antigüidade. Mas foi neste século que o comportamento passou a ser estudado de forma sistematizada. Atualmente sabe-se que nosso comportamento é fruto do encontro de nossas características biológicas traçadas pelo nosso patrimônio genético e os fatores gerados pelo ambiente que nos envolve. Nossas funções cerebrais superiores, nossas emoções e nosso comportamento passam por alterações que começam na infância e persistem por toda a vida. Os principais estudiosos do comportamento humano, como Freud e Piaget, dão importância à infância, como o principal período para a formação de nosso comportamento. A idade adulta e a terceira idade são consideradas atualmente não somente o tempo de continuidade, de utilização daquilo que foi formado na juventude, mas também um período muito rico, com aspectos muito importantes e significativos.

O psiquismo forma a base de nosso comportamento e nosso estado psíquico é fundamental para a manutenção de nosso bem estar. Nosso comportamento psíquico passa por constantes modificações durante a vida, em função de diversos fatores, que envolvem desde aspectos ambientais até alterações bioquímicas que podem ocorrer em nosso sistema nervoso.

Alterações psíquicas provocam sintomas em qualquer idade, mas na terceira idade são muito características e importantes, sendo que junto com as alterações decorrentes da alimentação incorreta e da inatividade física podem ser consideradas entre as principais causas de moléstias neste período da vida.

A depressão talvez seja o mais importante sintoma de toda terceira idade, não só por suas conseqüências mas também pela sua grande freqüência e principalmente por ser muito mal orientada em nosso meio. Várias manifestações psicológicas como a ansiedade, o estresse, a agitação, a histeria, alucinações, e as modificações de humor também são muito comuns. As psicoses, como a psicose maníaca depressiva e a esquizofrenia já são mais raras na terceira idade, mas devem ser destacadas.

Dr. João Roberto D. Azevedo

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