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Artigos de saúde

Cesarianas e Partos com Procedimentos Associados Apresentam Mais Complicações

As mulheres que têm bebês através de partos cesarianos ou que têm partos que necessitam de assistência tem uma maior possibilidade de necessitarem de reinternação em menos de dois meses do que mulheres que não tem partos complicados.

Para se ter uma idéia da proporção dos modos de parto, em 1996 nos Estados Unidos, 21.8% dos aproximadamente 3.9 milhões de nascimentos se deu por parto cesáreo, 14.4% por parto vaginal assistido (forceps ou extração por vácuo), e os restantes 63.8% foram partos vaginais espontâneos.

Pesquisas anteriores haviam demonstrado que complicações após o parto, como a anemia ou problemas com a incisão cirúrgica, são mais comuns e de maior duração entre mulheres que foram submetidas a partos cesarianos ou com o assistência ao parto vaginal, do que o entre aquelas que tiveram um parto vaginal espontâneo não complicado.

Pesquisadores da Universidade de Washington em Seattle avaliaram os prontuários médicos de 256.795 mães que deram à luz a um único bebê vivo entre 1987 e 1996. Estes prontuários médicos foram comparados com os registros hospitalares subseqüentes destas mães. O estudo foi liderado pela Dra. Mona Lydon-Rochelle.

A análise desses resultados demonstrou que 3149 mães foram rehospitalizadas nos primeiros 60 dias após o parto. As mulheres que foram submetidas a parto cesariano tiveram a possibilidade 1,8 vezes maior de serem reinternadas, e aquelas que necessitaram de assistência ao parto normal, como por exemplo com o uso do fórceps, tinham a possibilidade de 1,3 vezes maiores de reinternação.

As jovens mães retornaram ao hospital por problemas que incluíram infecção uterina, doenças da vesícula biliar, hemorragia pós-parto, infecções das incisões operatórias, e apendicite aguda.

Os pesquisadores concluíram que os médicos devem ter ciência dos riscos de complicações (principalmente as infecciosas) que ocorrem após parto cesáreo ou que necessitem de maior assistência médica, para reduzir as a chances de complicações. Este estudo foi publicado no Journal of the American Medical Association, no número de 10 de maio de 2000.

Fonte: JAMA. 2000;283:2411-2416

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