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Reação grave às vacinas é rara em alérgicos ao ovo

NEW YORK – Crianças que são alérgicas a ovos às vezes não recebem as vacinas contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) porque as mesmas podem conter proteínas do ovo, as quais em raros casos podem iniciar uma reação alérgica potencialmente fatal.

Contudo, crianças com alergias ao ovo parecem não estar sob risco mais alto de reações graves à vacina MMR do que as outras crianças, de acordo com um artigo na edição atual da Archives of Disease in Childhood. Os pesquisadores sugerem que as crianças sejam observadas por 30 minutos após a injeção – com o equipamento necessário para tratar estas reações alérgicas à mão – para se ter certeza de que elas estão seguras.

Como os vírus do sarampo e caxumba usados na vacina MMR são cultivados em células de embriões de galinha, "tem havido debate há muito tempo sobre a segurança destas vacinas em crianças com reações alérgicas graves ao ovo," escrevem os Drs. Raman Lakshman e Adam Finn do Instituto de Estudo de Vacinas da Universidade de Sheffield, na Inglaterra.

Em 1983, médicos relataram dois casos de crianças alérgicas ao ovo que sofreram reações sérias à vacina MMR; isto levou imediatamente alguns peritos a recomendar que crianças com alergias ao ovo recebessem um teste cutâneo antes da vacinação com MMR para ver se elas tinham chance de apresentar reações graves. Reações graves às vacinas são raras, mas podem ocorrer após qualquer tipo de vacina. Sintomas de reação incluem febre alta, apoplexia e dificuldade respiratória.

Contudo, observam Lakshman e Finn, nenhuma outra pesquisa demonstrou que crianças alérgicas ao ovo estavam sob risco aumentado de reação após a vacina MMR. Dos 40 casos relatados de reações graves relatados em 1995, escrevem os médicos, somente dois envolveram crianças com alergia ao ovo – as mesmas duas relatadas em 1983.

Com a aplicação do teste cutâneo para predizer as chances de reação à MMR, estes testes tendem a ser pouco confiáveis, de acordo com o artigo. Em um estudo, cinco crianças nas quais os testes cutâneos sugeriram que elas poderiam apresentar reação grave à MMR, não tiveram nenhuma reação. Mas as quatro crianças que apresentaram reações menos importantes à vacina foram consideradas negativas pelos testes cutâneos.

Evidências de vários estudos japoneses sugerem que a gelatina usada para estabilizar as vacinas poderia estar por trás de muitas respostas alérgicas, de acordo com Lakshman e Finn. Nos EUA, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomenda o uso de "cuidados extremos" à aplicação da vacina MMR a pessoas com história de reações à gelatina. O risco em crianças alérgicas ao ovo, contudo, é "extremamente baixo", e a maior parte das reações à MMR podem não estar associadas a esta alergia, de acordo com o CDC.

Entre as pessoas vacinadas com a MMR, cerca de um sexto delas apresentam febre baixa, e cerca de 1 em cada 3.000 desenvolvem febre com apoplexia, de acordo com as estatísticas do CDC. Menos de 1 por milhão desenvolve uma reação grave, potencialmente fatal.

FONTE: Archives of Disease in Childhood 2000;82:93-94.
Publicado em Bibliomed Saúde em 29/02/2000

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