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Exercícios Podem Reduzir os Riscos de Doenças da Vesícula Biliar nas Mulheres

Em trabalho publicado no The New England Journal of Medicine de 9 de Setembro, o Dr. Michael Leitzmann e seus colaboradores, da Harvard School of Public Health, apresentam os resultados de um trabalho que mostra que duas a três horas de atividade física de intensidade física moderada (recreacional) por semana foram capazes de reduzir o risco de compromentimento da vesícula biliar por cálculos em 30%.

A formação de cálculos na vesícula biliar, chamada de litíase biliar ocorre quando muito colesterol está na bíle (o suco digestivo armazenado na vesícula biliar).

O colesterol forma pequenas partículas no interior da vesícula, que, com o passar do tempo, formam os cálculos biliares. Estes podem levar a dores abdominais em cólica intensas, náuseas e vômitos.

Podem ainda levar a inflamações da vesícula biliar, chamadas de colecistite. Nos Estados Unidos, são feitas 500.000 cirurgias por ano (colecistectomia) para remover a vesícula biliar doente, sendo que 2/3 dos pacientes são mulheres, particularmente aquelas que tiveram gravidezes múltiplas ou de certos grupos étnicos.

A obesidade é um fator de risco importante para esta doença, assim como a perda de peso muito rápida. O custo anual desta doença é de mais de 5 bilhões de dólares por ano naquele país, de acordo com o National Institute of Health.

Como cerca de 80% de todos os cálculos são de colesterol sólido, os pesquisadores imaginaram que o exercício poderia reduzir a quantidade de colesterol no interior da vesícula biliar, e assim reduzir a formação dos cálculos. Esta foi a idéia que originou a pesquisa.

Leitzmann e seu grupo avaliaram 60.290 mulheres sem história de doença da vesícula biliar, que tinham idades entre 40 e 65 em 1986. A cada dois anos as participantes do estudo preencheram questionários acerca de suas atividades, e se tinham ou não sido submetidas a colecistectomia. Durante o período de seguimento de 10 anos (1986 a 1996), 3.257 casos de colecistectomia ocorreram.

No resultado geral, as mulheres que se exercitaram moderadamente, diminuíram o risco de cirurgia da vesícula biliar em 31 por cento.

A associação entre a atividade física e a diminuição no risco de colecistectomia é independente de outros fatores de risco, como a obesidade. Esta pesquisa confirmou achados anteriores pelo mesmo grupo em um estudo com homens.

Fonte: N Engl J Med 1999;341:777-84.

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