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Mulheres Mais Jovens Têm Maior Possibilidade de Morrerem Como Conseqüência de um Infarto do Miocárdio, Quando Comparadas aos Homens

A principal etiologia de um infarto agudo do miocárdio é a obstrução de uma artéria coronária por uma placa de aterosclerose ou por um coágulo de sangue. A obstrução leva a um impedimento da passagem de sangue para uma determinada área do coração irrigada pela coronária.

A área se torna isquemica, e pode evoluir com a morte da células naquele local (necrose). Mais tarde, se o paciente sobrevive ao infarto, a área é substituída por fibrose, que não se contrai - a área infartada do coração passa, pois, a não ser funcionante.

A American Heart Association (AHA) informa que quase 60 milhões de americanos sofrem de uma doença cardiovascular; deste número, 7 milhões sofreram um ataque cardíaco e mais de 6 milhões apresentam um quadro de angina, caracterizado por dor no peito. Entre as mulheres, as doenças cardiovasculares tem sido a principal causa de morte por décadas, mas somente mais recentemente tem sido mais estudadas.

Todos os trabalhos demonstram que as mulheres tem infartos do miocárdio em, idades mais avançadas do que os homens, mas que, em algumas situações, podem sofrer este mal em idades mais precoces.

Estudo recentemente publicado no The New England Journal of Medicine (em julho de 1999) mostra que, entre pessoas de menos de 50 anos (homens e mulheres) que sofrem um infarto agudo do miocárdio, as mulheres tem duas vezes mais possibilidades de morte como conseqüência deste infarto, quando comparadas ao homens.

Foram avaliados 384.878 pacientes entre 30 e 89 anos de idade (155.565 mulheres e 229.313 homens), que haviam sido inscritos no National Registry of Myocardial Infarction 2 (Estados Unidos) entre Junho de 1994 e Janeiro de 1998.

A mortalidade global dos pacientes foi de quase 16,7% entre as mulheres e 11,5 % entre os homens. Entre os pacientes de menos de 50 anos, a mortalidade entre as mulheres foi o dobro da dos homens.

O trabalho concluiu que as mulheres mais jovens com infarto agudo o miocárdio reopresentam um grupo de risco à parte, merecendo mais estudos futuros.

Fonte: N Engl J Med 1999;341:217-25.

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