Publicidade

Artigos de saúde

O Uso de Gens com Fator de Crescimento Endotelial nas Doenças Cardíacas Inoperáveis

Na medida em que a cirurgia de revascularização do miocárdio entra em sua quarta década, um número crescente de pacientes tem se apresentado com angina estável crônica intratável com os recursos de terapêutica médica atual.

Muitos destes pacientes não são os candidatos para uma revascularização direta adicional por causa de uma doença difusa com vasos muito finos visualizados na angiografia, uma falta de canais disponíveis, um risco de operação alto ou inaceitável, ou, freqüentemente, uma combinação destes fatores.

Estudos iniciais em animais nos quais se provocou isquemia do miocárdio demonstraram que a transferência de gene por via intramuscular direta do fator de crescimento endotelial vascular pode estimular o surgimento de novos vasos e melhorar a perfusão sangüínea para o tecido isquêmico.

O Dr. James F. Symes e seus colaboradores, da Tufts University School of Medicine, em Boston, apresentaram um estudo clínico no qual realizaram a injeção direta no músculo cardíaco do DNA plasmídeo com o código para o fator de crescimento vascular endotelial (phVEGF165) em 20 pacientes portadores de doença cardíaca coronariana avançada e considerada "inoperável" pelos padrões tradicionais. O estudo foi publicado no número de setembro da revista Annals of Thoracic Surgery.

O phVEGF165 foi injetado diretamente no músculo cardíaco dos 20 pacientes; o acesso foi feito através de uma pequena incisão cirúrgica no tórax esquerdo (microtoracotomia). Todos os pacientes toleraram bem o procedimento cirúrgico.

Após sessenta dias do procedimento, 13 dos pacientes foram submetidos a estudo de coronariografia - nele, verificou-se que houve uma melhora da circulação colateral coronária, em comparação com o pré-operatório.

Dezesseis dos pacientes foram seguidos até 90 dias após o procedimento - todos estes pacientes tiveram uma redução em seus quadros de angina, com diminuição do uso de medicação. 70% dos pacientes seguidos por seis meses estavam totalmente livres de angina.

O estudo, apesar de inicial e de um tempo de seguimento pequeno, abre novas perspectivas para a abordagem de pacientes coronariopatas até então considerados intratáveis.

Fonte: Annals of Thoracic Surgery [Vol 68; 795-1126] pag 838 - sep 1999.

Copyright © 2000 eHealth Latin America



Publicidade

Dicionário Médico

Digite o termo desejado

buscar

Ou clique na primeira letra do termo: