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Artigos de saúde

O DIU é Abortivo?

Os dispositivos intra-uterinos produzem uma reação endometrial, promovendo a liberação de leucócitos e de prostaglandinas. Estas substâncias atuam simultaneamente no colo uterino, na cavidade uterina e nas trompas, interferindo na motilidade dos espermatozóides e impedindo a fertilização do óvulo. Vários estudos demonstram a atividade espermaticida do cobre. Os DIUs com progestágenos, além da reação inflamatória descrita acima, provocam atrofia endometrial, aumento da viscosidade do muco cervical e alterações na motilidade tubária.

Caso ocorra gravidez em usuária de DIU, o abortamento espontâneo pode ocorrer em 50 a 60% das pacientes, se o DIU não for retirado. Mais da metade desses abortamentos ocorrerão no segundo trimestre. Como pode ocorrer infecção em gravidezes com o DIU in situ, o dispositivo deve ser retirado tão logo a gravidez seja diagnosticada. Preconiza-se a retirada do DIU até, no máximo, a 12a semana de gravidez, se o fio-guia encontrar-se visível. Esta conduta eliminará a possibilidade de infecção e reduzirá o risco de abortamento aos mesmos índices de mulheres não-usuárias. Se o DIU não for removido, também aumentará o risco de parto prematuro, mas não aumentará as possibilidades de defeitos congênitos.

Fonte: Ginecologia e Obstetrícia - Manual Para o TEGO - 1ª. Ed. - 1997.

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