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Artigos de saúde

Informações Sobre Pênfigo Foliáceo

Pênfigo é um termo que abrange um grupo de doenças que mostram bolhas intra-epidérmicas. De acordo com a clínica e a área de formação da cavidade bolhosa, há dois tipos principais: pênfigo foliáceo e pênfigo vulgar.

O tipo foliáceo caracteriza-se histopatologicamente por mostrar bolha acantolítica subcórnea. É uma doença benigna que, pela sua forma endêmica em certas regiões do Brasil, recebeu a denominação fogo selvagem.

O pênligo eritematoso (síndrome de Senear-Usher) é uma variante do pênfigo foliáceo, sendo freqüente a ocorrência concomitante de lúpus eritematoso sistêmico e miastenia gravis.

É uma dermatose bolhosa auto-imune de etiologia desconhecida. A participação de fenômenos autoimunes na patogenia da doença é representada pelo achado de anticorpos nos espaços intercelulares da camada malpighiana.

A etiologia virótica é sugerida por dados epideniiológícos em que o homem, penetrando o nicho ecológico do agente infeccioso, adquiriria-o por intermédio de um possível vetor.’ Assim, é lícita a suposição de que a acantólise se origine de um fator endógeno, desencadeado por um possível fator exógeno.

A elevação dos níveis séricos da timosina alfa 1 é similar a alterações encontradas em doenças viróticas, sugerindo que a etiopatogenia do pênfigo foliáceo brasileiro é diferente daquela das Outras formas de pênfigo.

Na verdade, frente aos conhecimentos atuais a respeito da etiopatogenia do pênfigo foliáceo, só persistem dúvidas.

Clinicamente, caracteriza-se por apresentar bolhas superficiais que se rompem com facilidade, deixando áreas erodidas, e por não acometer as mucosas. Mostra uma fase inicial em que se observam lesões bolhosas e uma fase crônica eritrodérmica.

As bolhas são flácidas e surgem sobre áreas eritematosas e, em menor proporção, na pele aparentemente normal.

A princípio são observadas na face, no tórax e na região interescapular e, evoluindo símetricamente no sentido craruocaudal, pode a dermatose disseminar-se por todo o tegumento, dando a ele o aspecto de uma dermatite esfoliativa generalizada.

Os penfigosos com lesões localizadas serão tratados ambulatorialmente, enquanto os caquéticos ou com áreas extensas de acometimento necessitam, pelo menos no início, ser internados.

As infecções secundárias serão debeladas com antibióticos de largo espectro, como a tetraciclina ou eritromicina, na dose de 1 a 2 g/dia.

Os cuidados comuns de enfermagem serão necessários para se manter o estado geral dos pacientes, que necessitam de dieta hiperprotéica. Nos portadores de lesões bolhosas e exsudativas utilizam-se banhos de permanganato de potássio (1:50.000) e aplicações posteriores de vaselina líquida ou corticoesteró ides tópicos.

As pomadas contendo antibióticos são apropriadas aos pacientes com infecção secundária. Os pacientes devem estar sob vigilância contínua com o objetivo de se detectar complicações da corticoterapia prolongada. É fundamental isolá-los, quando na enfermaria, a áreas de menor risco de se infectarem.

Os anti-histamínjcos aliviam a sensação de queimação e prurido, melhorando o bem-estar dos pacientes.

Usam-se corticoesteróídes na dose de 40 a 100 mg de prednisona, diariamente, ou equivalente, até controle das lesões cutâneas; passando-se a reduzi-la até a menor dose de manutenção, ou mesmo à sua retirada total.

Clinicamente, deve avaliar-se o número de novas vesículas formadas por semana e estimar o índice de cura dessas lesões. A queda dos títulos de anticorpos séricos também tem a sua importância, mas, até o presente, não se encontra bem estabelecida.

Se após um período de seis a oito semanas o paciente continua a formar novas lesões bolhosas, recomenda-se um aumento de 50% na dose de prednisona.

Em geral o tratamento prolonga-se por mais de um ano. Por outro lado, é sabido que, quanto mais cedo o paciente procura o tratamento, mais fácil será o seu controle terapêutico.

Fonte: Doenças Infecciosas com Manifestações Dermatológicas - 1ª ed. 1994

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