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Artigos de saúde

Conheça os exames de diagnóstico do HIV

© Equipe Editorial Bibliomed

Neste Artigo:

- Por que fazer o teste?
- Quando fazer o teste?
- Quais são os testes disponíveis?

O Ministério da Saúde estima que dos 700 mil brasileiros que convivem com o HIV, 150 mil não saibam que são soropositivos. Embora a prevalência de pessoas convivendo com o vírus seja considerada baixa para o conjunto da população (0,4%), a infecção é alta entre meninas entre 14 e 19 anos e meninos gays. Considerando esse cenário, além do controle da própria doença o diagnóstico também é importante para que a pessoa não transmita o vírus.

Por que fazer o teste?

O diagnóstico rápido do HIV é extremamente importante para o soropositivo. A identificação precoce do problema e a busca imediata pelo tratamento são atitudes que aumentam a qualidade de vida da pessoa e fazem com que ela tenha mais chances de viver normalmente.

Quando fazer o teste?

Após ter vivenciado uma situação de risco, a pessoa deve esperar alguns dias para realizar o teste. Entre o momento da contaminação e a possibilidade de detecção da infecção existe um período chamado de janela imunológica – deve-se esperar pelo menos 30 dias para que o teste obtenha um resultado confiável.

Entende-se por situação de risco comportamentos que colocam o indivíduo em ocasiões em que ele pode entrar em contato com o vírus - a relação sexual entre pessoas do mesmo sexo ou sexo diferente, compartilhamento de seringas e reutilização de objetos cortantes.

Quais são os testes disponíveis?

No Brasil, pode-se fazer exames laboratoriais ou testes rápidos. O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza os testes gratuitamente na rede pública e em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). O diagnóstico acontece através da coleta de sangue e pode ser feito de forma anônima.

A partir de fevereiro de 2014 o Ministério da Saúde deve autorizar a venda, em farmácias, de um teste rápido produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para detectar o vírus.

Exames laboratoriais

O teste anti-HIV parece ser um bom marcador de infecção ativa ou latente. O imunoensaio enzimático (ELISA) é o teste de triagem diagnóstico padrão para o HIV, sendo o mais realizado para diagnosticar a doença. Nele, profissionais de laboratório buscam por anticorpos contra o HIV no sangue do paciente.

Quando é detectado algum anticorpo anti-HIV no sangue, é necessária a realização de outro teste adicional, o teste confirmatório. Nele, os profissionais do laboratório procuram fragmentos do HIV, vírus causador da Aids.

São usados como testes confirmatórios, o Western Blot, o Teste de Imunofluorescência indireta para o HIV-1 e o imunoblot. Isso porque, algumas vezes, os exames podem dar resultados falso-positivos em consequência de algumas doenças, como artrite reumatoide, doença autoimune e alguns tipos de câncer.

Os testes rápidos

O teste rápido recebe esse nome porque possibilita o diagnóstico em apenas 30 minutos, encontrando anticorpos anti-HIV no sangue do paciente no momento da consulta. Isso permite que o médico faça o aconselhamento antes e depois do teste ser feito, melhorando a forma como a pessoa recebe a notícia e proporcionando o acesso imediato a informações sobre o tratamento.

A partir de fevereiro de 2014, o teste rápido também estará disponível para compra em farmácias. Produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o exame poderá ser feito em 20 minutos, com coleta de saliva pela própria pessoa, e deverá custar cerca de R$ 8,00. Com esta iniciativa, o Ministério da Saúde pretende facilitar o diagnóstico do HIV, melhorar a qualidade de vidas de pessoas com HIV e antecipar o tratamento de pessoas que podem desenvolver a aids.

Fontes:

Ministério da Saúde
Infecção pelo HIV - Um Manual Clínico - 2ª. Ed. - 1995.

Copyright © Bibliomed, Inc. 2 de dezembro de 2013



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